Pier Paolo Cito/AP
Pier Paolo Cito/AP

Próximo papa poderia ser negro, diz cardeal africano em Roma

Peter Kodwo Appiah Turkson é um dos mais importantes participantes de uma reunião sobre a igreja na África

Associated Press,

05 Outubro 2009 | 14h04

Um importante cardeal africano disse, nesta segunda-feira, 5, que não há nenhum impedimento para que o próximo papa seja negro, citando como exemplo a eleição nos Estados Unidos do presidente Barack Obama.

 

O cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, de Gana, é um dos mais importantes participantes de uma reunião de três semanas no Vaticano sobre o papel da Igreja Católica na África.

 

Durante uma entrevista coletiva, perguntaram a Turkson se ele considerava essa uma época propícia para um papa negro assumir, em especial após o triunfo de Obama. "Por que não?", respondeu o religioso, argumentando que cada homem que se ordena sacerdote está disposto a ser papa e recebe treinamento para isso quando vira bispo ou cardeal. "Tudo isso é parte do mesmo pacote", completou.

 

Turkson recordou que o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, é ganês e negro. "Ele teve problemas, mas de

qualquer modo conseguiu", avaliou. "Agora temos Obama nos EUA e se a Divina Providência quiser, pois a igreja pertence a Deus, se Deus quiser ver um homem negro como papa, daremos graças a Deus."

 

Há anos se especula sobre a possibilidade de um papa oriundo de um país em desenvolvimento, pois é precisamente nessas nações que a Igreja Católica mais cresce. Na África, o número de católicos passou de 55 milhões, em 1978, para 146 milhões em 2007. Enquanto isso, na Europa diminui o número de fiéis.

 

Em 1978, o polonês Karol Wojtyla se converteu no papa João Paulo II, o primeiro papa não italiano em 455 anos.

 

Depois, os cardeais elegeram o alemão Joseph Ratzinger, que adotou o nome de Bento XVI. A próxima eleição, porém, ocorrerá apenas após a morte do titular, com boa saúde nos seus 82 anos.

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