Pulsares oferecem nova comprovação da Relatividade Geral

Rotação de uma estrela de nêutrons em torno de outra permite realizar mais um teste da teoria de Eisntein

Da Redação, com agência EFE,

03 de julho de 2008 | 15h35

O eclipse de uma estrela de nêutrons por outra, a 1.700 anos-luz da Terra, confirma um efeito previsto pela Teoria da Relatividade Geral, apresentada por Albert Einstein nas primeiras décadas do século passado.  O estudo do eclipse da estrela de nêutrons, que emite rajadas de radiação e por isso é categorizada como um pulsar, está descrito na edição desta semana da revista Science.   Dos quase 2.000 pulsares já identificados no espaço, este é o único caso de dois que giram um em torno do outro, explicou René Breton, da Universidade McGill de Montreal.   O plano da órbita do par está perfeitamente alinhado com a linha de visão da Terra, de forma que quando um pulsar passa por trás do outro, o gás ionizado que cerca as estrelas apaga o sinal de rádio do mais distante, acrescentou.   De acordo com a Relatividade Geral, quando dois corpos de grande massa giram um em torno do outro e, ao mesmo tempo, em torno de seus próprios eixos, a gravitação e a rotação de um devem afetar o eixo de rotação do outro.   O pulsar binário representa a condição ideal para testar essa previsão, disse o cientista, e o teste confirmou os cálculos de Einstein.   "A teoria já passou por todas as provas realizadas, incluindo a nossa. Se alguém quiser propor uma teoria alternativa, terá de levar nossos resultados em consideração", disse Breton.   Muitos cientistas acreditam que a Relatividade Geral é uma teoria incompleta, pois não leva em consideração os efeitos da mecânica quântica, que afetam as partículas mais básicas da matéria. Compatibilizar as duas teorias é um dos principais desafios da física na atualidade.

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