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Quase um terço de todo o gás inexplorado está no Ártico

E a maior parte dessas reservas está em território russo, de acordo com estudo publicado na Science

Associated Press,

28 de maio de 2009 | 18h32

Praticamente um terço de todo o gás natural ainda a ser descoberto no mundo está ao norte do Círculo Ártico, e a maior parte dele encontra-se em território russo, de acordo com análise encabeçada por cientistas do US Geological Survey.

 

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"Essas descobertas sugerem que, no futuro, a... proeminência do controle estratégico russo dos recursos de gás, em particular, provavelmente vai se acentuar e expandir", disse o principal autor da análise, publicada na edição desta sexta-feira, 29, da revista Science, Donald L. Gautier. A Rússia já é o maior produtor mundial de gás natural, destaca Gautier.

 

O relatório, de autoria de uma equipe internacional, estima que o Ártico contém de 3% a 4% das reservas de petróleo ainda não descobertas do mundo.

 

Dois terços de todo o gás não descoberto concentra-se em apenas quatro áreas - Mar de Kara do Sul, Bacia de Barents do Norte, Bacia de Barents do Sul e a Plataforma do Alasca, diz o relatório.

 

De fato, o mar de Kara do Sul, ao largo da Sibéria, contém 39% do gás ainda por descobrir no Ártico, afirma o texto.

 

A Rússia tem sido ativa na reivindicação de soberania sobre partes do Ártico. Ela apresentou o pedido à ONU em 2001, mas viu-o ser rejeitado por falta de evidências. Estados Unidos, Canadá, Dinamarca e Noruega também buscam afirmar jurisdição sobre partes do Ártico.

 

Agora, a Rússia busca demonstrar que uma cadeia de montanhas submarina que cruza a região polar é parte de sua plataforma continental. Em 2007, dois minissubmarinos russos desceram ao leito oceânico para coletar amostras e deixou um marco de titânio, com a bandeira russa.

 

As reservas petrolíferas do Ártico são muito menores que as de gás natural e é improvável que levem a uma mudança no equilíbrio mundial do petróleo, disse Gautier, em áudio fornecido pela Science.

Mas elas poderiam ser localmente importantes, se exploradas por países individuais, disse ele, citando os EUA e a Groenlândia, que é controlada pela Dinamarca.

 

No entanto, acrescentou Gautier, o estudo debruçou-se apenas sobre a conformação geológica e a probabilidade de haver fontes de energia presentes.

 

"Se esses recursos forem encontrados, eles não serão encontrados todos de uma só vez. Eles seriam encontrados em incrementos, e seriam produzidos em incrementos", disse ele, pedindo cautela com a pressuposição de que as reservas possam se somar de forma significativa à produção mundial.

 

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