Queimadas põem o Ibama em alerta

O Ibama entrou em estado de alerta por causa ao aumento das queimadas em todo o País. A situação é mais grave na Amazônia, principalmente no chamado Arco do Fogo, que compreende do Maranhão ao Acre. Apesar disso, o alerta vermelho ? que representa incêndio florestal ? tinha sido registrado hoje apenas em Guaratã do Norte (MT) e na Reserva Biológica Poços das Antas (RJ).Os focos de incêndio registrados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) por meio de satélites, estão oscilando bastante, segundo técnicos do Ibama. ?Há dias em que há aumento, enquanto que em outros os focos diminuem?, afirma o gerente de monitoramento do Proarco, João Antônio Raposo.O Proarco foi criado exclusivamente para controlar os incêndios e desmatamentos na região do Arco do Fogo. Entretanto, conforme Raposo, a situação deve se agravar entre esta semana e o dia 15 de setembro, quando os agricultores intensificam os desmatamentos e queimadas para a plantação.Hoje, segundo informações do Ibama, os cuidados serão concentrados no Sul e Sudeste do Pará, entre as cidades de Altamira e Marabá, além do Norte de Mato Grosso. ?Entre segunda e terça-feira registramos um aumento de queimadas em Mato Grosso, inclusive um na floresta?, diz Raposo, referindo-se à Guarantã do Norte.Os técnicos do governo não sabem avaliar ainda a intensidade e a área atingida pelo incêndio, mas outros dois helicópteros e dois aviões seguiram para a região, onde cerca de cem homens trabalham para conter o fogo. Na reserva Poços das Antas, em torno de 1.130 hectares já foram destruídos pelas queimadas, mas a situação, no final da tarde, estava sob controle, conforme o Ibama.As intensas queimadas, principalmente na Amazônia, estão prejudicando o tráfego aéreo. Pequenos e grandes aviões estão encontrando dificuldades para pousos e decolagens por causa da fumaça. Em Marabá, há risco do aeroporto da cidade ser interditado por causa do problema, que vai se acentuar a partir do fim desta semana.O mesmo problema vem enfrentando quem trafega pelas rodovias da região, especialmente no Sul do Pará, onde o fogo colocado nos pastos chegam às margens das rodovias, chegando a causar acidentes. A fumaça é mais intensa pela manhã e no início da noite. O Ibama vem mantendo uma equipe com fiscais e helicópteros em São Félix do Araguaia, de onde monitoram os focos de fogo da região. Os técnicos afirmaram que os satélites identificaram em torno de 1.500 focos de calor o que nem sempre representa incêndio na floresta.

Agencia Estado,

27 de agosto de 2002 | 17h07

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