Quem está longe de Deus está longe de si mesmo, diz papa

Bento XVI cita Santo Agostinho e João Paulo II durante a Audiência Geral desta quarta-feira

Ansa,

30 de janeiro de 2008 | 14h52

O papa Bento XVI dedicou sua Audiência Geral desta quarta-feira, 30, à figura de Santo Agostinho, declarando que para este "a distância de Deus equivale à distância de si mesmo".    Diante de cerca de cinco mil pessoas, o papa disse que "o tema da fé e da religião é determinante na biografia de Santo Agostinho, que não queria professar uma religião que não respondesse à sua sede de verdade e de razão".   Segundo Bento XVI, o homem "é social por natureza, mas anti-social por vício, sua salvação está em Cristo". "A Igreja está estreitamente vinculada a isso: a Igreja povo de Deus não é um conceito sociológico, deve estar sempre inserida em Cristo".   O papa recordou que João Paulo II se perguntava "o quê tem a dizer Agostinho aos homens de hoje", respondendo que o santo dizia que "é necessário conduzir de novo os homens à esperança de falar a verdade", palavras que Bento XVI disse considerar muito atuais.   Após sua conversão, "Agostinho experimentou durante toda a vida o encontro com uma pessoa, Jesus, o que mudou sua vida como muda a de tantas mulheres e tantos homens que recebem a graça de encontrá-lo", disse o papa.   Ao fim da audiência, Bento XVI saudou um grupo de bispos católicos e protestantes acompanhados por representantes da Comunidade de São Egídio de Roma, que está completando 40 anos.   O aniversário da fundação beneficente será comemorado na próxima sexta-feira com uma missa celebrada pelo cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, na basílica de São João de Latrão.

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