R$ 20 milhões de multa por vazamento no Rio

A empresa Oceanus Agência Marítima, responsável pelo navio Saga Mascot, de Nassau, que causou um desastre ambiental ao vazar óleo na Baía de Guanabara no fim de semana, e o estaleiro Renave-Evani, onde a embarcação atracava no momento do acidente, receberam duas multas milionárias nesta terça-feira. A Oceanus terá de pagar R$ 20 milhões e a Renave-Evani, R$ 12 milhões.Primeiro, a Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio anunciou uma punição no valor de R$ 10 milhões para a Oceanus e de R$ 2 milhões para o estaleiro. Mais tarde, veio a conta do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveiso (Ibama): outros R$ 10 milhões para a Oceano e igual valor para o Renave-Evani.Inicialmente, acreditava-se que o navio havia vazado dois mil litros de óleo. Analistas do Ibama, porém, concluíram que o vazamento, ocorrido no sábado, foi sete vezes maior: 14,1 mil litros. De acordo com o órgão, houve falhas na operação dos rebocadores e falta de cuidado para prevenir o desastre ambiental.A multa aplicada pela secretaria ao estaleiro Renave-Evani deve-se ao fato de a licença ambiental da empresa não estar em dia e à falta de comunicação às autoridades da área ambiental sobre o risco de acidentes. O óleo vazou do tanque por duas rachaduras e se espalhou por seis praias de Niterói, contaminando o mar e a areia.Nesta terça, ainda era possível ver uma fina camada do material nas praias das Flechas e em Icaraí. O secretário de Meio Ambiente de Niterói, Jefferson Martins, fez um sobrevôo de manhã, junto com uma equipe da Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema), e concluiu que a orla de Niterói está "praticamente livre do óleo". O helicóptero também passou sobre praias da zona sul do Rio - Copacabana, Ipanema e Leblon - e não foi localizada qualquer mancha.A Companhia de Limpeza de Niterói, que retirou 35 caminhões com areia contaminada com óleo, começou ontem a peneirar a areia de Icaraí para retirar resquícios do material. Não há previsão para a liberação da orla. Assim como o governo do Estado, a prefeitura daquela cidade calculou os gastos com a limpeza e irá pedir ressarcimento aos responsáveis pelo derramamento.

Agencia Estado,

06 de setembro de 2005 | 20h01

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