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Reativação do LHC é adiada por mais duas ou três semanas

A causa do acidente de setembro foi uma junção defeituosa em um cabo supercondutor de alta corrente

19 de junho de 2009 | 14h21

O diretor-geral do  Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), Rolf Heuer, confirmou nesta sexta-feira que o Grande Colisor de Hádrons (LHC) deverá ser reativado no segundo semestre deste ano, mas de duas a três semanas depois do esperado.

 

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Depois do acidente de setembro de 2008 que levou a uma interrupção nas operações do LHC, disseram representantes do Cern, muitos testes foram criados para garantir que o problema não se repetisse.

"Isso nos deu muita informação e confiança de que estaremos em boa forma para rodar neste ano", disse o diretor de aceleradores do Cern, Steve Myers.

 

A causa inicial do acidente de setembro foi uma junção defeituosa em um cabo supercondutor de alta corrente entre dois magnetos. Novas técnicas, não invasivas, foram desenvolvidas para investigar as junções, das quais há cerca de 10 mil em todo o anel do LHC. e determinar se eram seguras.

 

O LHC é um anel de 27 km de circunferência, localizado no subsolo da fronteira entre França e Suíça. Cientistas pretendem utilizá-lo para acelerar partículas a velocidades próximas à da luz e colodi-las, em busca de novas partículas e fenômenos previstos pela Física, mas ainda não observados.

 

Um dos objetivos do LHC é provar a existência - ou não - do bóson de Higgs, a partícula que seria responsável pela massa de todos os corpos do Universo.

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