Reativação do LHC volta a ser adiada, agora para novembro

Segundo porta-voz do Cern, objetivo é garantir qe não ocorrerão mais falhas após a ativação do equipamento

Associated Press,

30 de julho de 2009 | 17h35

Reparos em dois pequenos vazamentos de hélio no maior acelerador de partículas do mundo atrasarão a reativação da máquina gigantesca em mais um mês, até novembro, disse um porta-voz da Organização Europeia de pesquisa Nuclear, o Cern.

 

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James Gilles afirmou que novos adiamentos poderão ocorrer se houver novas falhas, mas que o Cern está fazendo o máximo para garantir que não haja mais fiascos como a falha elétrica que paralisou o equipamento no ano passado.

 

"Essencialmente, o que acontece é que estamos avançando com extrema cautela", disse ele. "Temos de ter absoluta certeza de que, quando ligarmos desta vez, ele ficará ligado".

 

O Cern praticamente já terminou de examinar as 10 mil conexões elétricas do mesmo tipo da que falhou em setembro de 2008. Originalmente, o Cern pretendia voltar a testar o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês) em abril, mas essa data vem sendo postergada, e agora chega a novembro.

 

"Decisões serão tomadas, nas próximas semanas, sobre se há mais coisas a consertar, e quando soubermos isso, estaremos em posição de dizer algo mais definitivo sobre o que faremos no resto do ano", disse Gilles.

 

Se a ativação em novembro for mantida, será preciso esperar até dezembro para que o túnel de 27 km sob a fronteira franco-suíça comece a gerar colisões de partículas.

 

Cientistas esperam que os fragmentos dessas colisões mostrem, em pequena escala, o que aconteceu um trilionésimo de segundo após o Big Bang, a grande explosão que deu início á expansão do Universo.

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