Recifes artificiais tentarão conter poluição da Baía de Guanabara

O governo do RJ vai colocar recifesartificiais na Baía de Guanabara, junto ao Piscinão de Ramos, nazona norte da cidade, na primeira experiência brasileira, emáguas poluídas, de recriação de flora marítima para permitir aaproximação de peixes. Segundo a governadora Benedita da Silva(PT), a experiência faz parte de um projeto que irá tambémbeneficiar a Praia de Ramos, uma das mais poluídas do Rio. "Éum teste para ver se há vida sob a poluição", disse. A experiência, no entanto, foi criticada pelospescadores locais. O vice-presidente da colônia de pescadoresZ-11, José da Silva, o Barriga, disse que, para dar certo, aprimeira providência deveria ser o aterro da praia, para darsustentação aos recifes, que ficarão sobre tubos colocados a umaprofundidade de dois metros. O chefe do Departamento de BiologiaMarinha da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), SergioHenrique da Silva, também é contra o projeto. "A experiência funciona quando os recifes são colocadosno local certo, o que não é o caso de Ramos, considerada asegunda pior área da Baía de Guanabara, com presença de oxigêniopróxima a zero", afirmou ele, citando dados de uma pesquisarealizada pela UFRJ, entre 1997 e 2000, com monitoramento diárioda qualidade da água. Silva observa, ainda, que, diante da diversidadebiológica da Baía de Guanabara, que tem mais de 140 espécie depeixes, torna-se redundante querer colocar recifes artificiaisna área. "A solução para aquela região é despoluir", afirmou. A governadora Benedita da Silva rebate as críticasafirmando que o projeto foi criado com base em estudos técnicos."O que estamos tentando é conciliar a experiência de vida dospescadores com esses estudos. Vamos desafiar a lei da natureza" disse.ParqueAmanhã), a governadora assina decreto decriação do Parque Estadual dos Três Picos, no município deCachoeiras de Macacu. O parque se estende por cinco municípios eterá 46.350 hectares, o que praticamente duplica a áreaprotegida por parques e reservas do Estado, hoje estimada em 60mil hectares.

Agencia Estado,

04 de junho de 2002 | 19h59

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