Rede compartilha dados sobre biodiversidade de SP

Plantas, animais e microrganismos. Toda a biodiversidade catalogada em São Paulo durante anos - e depositada em coleções científicas - está atrelada à famosa etiqueta de identificação dos espécimes. Esses rótulos costumam ter as informações básicas, que serão essenciais no momento de se trabalhar com dados como nome científico e popular, procedência, quem coletou, onde e quando.Num esforço que tomou meses de trabalho, 350 mil etiquetas espalhadas por 36 coleções científicas do Estado de São Paulo sairão dos arquivos e ganharão uma vida nova. Elas serão disponibilizadas pela rede speciesLink, que será lançada oficialmente nesta terça-feira, em cerimônia na sede da FAPESP, às 10h30. A rede estará integrada ao Sistema de Informação Ambiental do Programa Biota/FAPESP(SinBiota). ?Nessa primeira fase, já teremos coleções importantes no sistema, como a de peixes da Universidade de São Paulo, que é a maior de espécies neotropicais do mundo, a de serpentes do Instituto Butantan ou uma verdadeira raridade, a coleção de abelhas montada em Ribeirão Preto pelo professor Camargo (João Maria Franco de Camargo, da Universidade de São Paulo)?, disse Vanderlei Perez Canhos, diretor presidente do Centro de Referência em Informação Ambiental (Cria), instituição responsável pela nova rede.A disponibilidade dessa informação bruta para toda a comunidade científica abre uma gama enorme de possibilidades, segundo Canhos. ?Isso permitirá que várias modelagens possam ser feitas. Será possível, por exemplo, saber com mais detalhes informações sobre uma espécie ameaçada de extinção ou acompanhar o comportamento de doenças endêmicas?, explica.

Agencia Estado,

04 de outubro de 2004 | 16h58

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