Rede de produtos naturais e esotéricos cria selo Eco Social

De olho no consumidor consciente - que compra produtos social e ecologicamente corretos -, a Mundo Verde, maior rede de produtos naturais e esotéricos do País, acaba de inaugurar o Mundo Verde Eco Social. Trata-se de um selo, e também uma seção nas lojas, com produtos fabricados por ONGs que beneficiam os trabalhadores e não agridem o ambiente. Com 103 lojas, a Mundo Verde está presente em dez Estados e no Distrito Federal, mas é pouco conhecida dos paulistas. Ainda. Se tudo correr como planeja o empresário Jorge Eduardo Antunes, que criou a rede em Petrópolis em 1987, até 2006 haverá 60 lojas franqueadas no Estado. A terceira loja da rede na capital paulista acaba de ser inaugurada, no bairro de Moema. Com 170 m2, é a maior loja da rede no País, e é onde está sendo lançado o Eco Social, que no futuro estará presente na maioria das lojas. Além de uma etiqueta com a origem dos produtos e o nome do trabalhador ou trabalhadora responsável, será montada uma exposição com informações sobre os projetos. "Nosso consumidor quer saber exatamente como os produtos são feitos e quais os benefícios que eles trazem para o ambiente e para a comunidade", diz Antunes. Passando ao largo da crise, a Mundo Verde tem crescido 25% ao ano em número de lojas (franqueadas) e 30% em faturamento. O empresário, que é proprietário de só três lojas, atribui o crescimento à filosofia da Mundo Verde. "Não somos mais uma loja que vende qualquer produto. Carregamos uma filosofia de vida. Nossos clientes vão das classes A a D e temos um grau de fidelização enorme." Além de ter uma oferta de mais de 5 mil produtos naturais ou esotéricos, de alimentos a objetos, livros e CDs, a Mundo Verde tem projetos sociais, como o Mundo Verde Casazul. Em parceria com a atriz Glória Pires, a Casazul oferece alimentação natural e terapias alternativas para 60 crianças da Favela Terreirão, no Rio, na casa onde a atriz passou a infância. A Mundo Verde acaba de fechar também um convênio com a Apae, que fará com que cada loja empregue pelo menos um funcionário portador de deficiência.

Agencia Estado,

22 de agosto de 2003 | 10h11

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