Regeneração de Lagartixas pode ajudar tratamento de humanos

A propriedade de certos anfíbios de recriarem membros amputados está sendo estudada por cientistas britânicos para se descobrir se é possível usar o mesmo processo para curar ferimentos sem seqüelas. Para realizarem a descoberta, os cientistas receberam uma verdadeira fortuna de uma parceria da Healing Foundation com a Universidade de Manchester: 17,5 milhões de dólares. Nas lagartixas, a chave para a reconstrução de membros amputados está em um grupo de células com a habilidade de se organizar e formar uma nova pata ou cauda em menos de um mês, de acordo com o coordenador do projeto, Enrique Amaya. "Pode-se cortar (uma pata da lagartixa) tantas vezes quantas se desejar que ela vai continuar se regenerando", disse Amaya.A idéia surgiu a partir da descoberta de que embriões humanos, até o sexto mês de gestação, podem ser operados e ter o ferimento cicatrizado sem deixar vestígio, propriedade semelhante à dos embriões de sapos. Como as duas espécies têm cerca de 85% dos genes semelhantes, adultos também poderiam resgatar essa habilidade.O projeto se baseia na busca pelos genes envolvidos no processo para o desenvolvimento de remédios e tratamentos para provocar a cicatrização sem seqüelas. A regeneração completa de membros perdidos, entretanto, ainda parece estar bem longe.Gus McGrouther, diretor de pesquisa de cirurgia plástica e reconstrutiva da Universidade de Manchester, disse que o estudo da regeneração de tecidos é o próximo passo para ajudar as pessoas afetadas por desfiguramento. "É tudo uma questão de dinheiro, recursos e pesquisa. Vai acabar acontecendo", disse ele.

Agencia Estado,

14 de outubro de 2005 | 11h58

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