Reino Unido aprova dois experimentos com embriões híbridos

Como há um suprimento limitado de óvulos humanos, os cientistas propuseram o uso de óvulos de animais

17 de janeiro de 2008 | 13h36

Autoridades britânicas informam ter aprovado duas propostas de pesquisa com o uso de embriões humanos gerados em óvulos de animais. A Autoridade de Embriologia e Fertilização Humana disse ter oferecido, de modo condicional, licenças de um ano para o King's College London e para a Universidade Newcastle.    Entenda o uso das células-tronco  Cientistas transformam células humanas em células-tronco   A decisão dá a cientistas britânicos a oportunidade de refinar técnicas para a produção de células-tronco humanas, e buscar a cura de doenças degenerativas como o mal de Parkinson.   "A decisão é excelente", disse um especialista em células-tronco do Instituto Britânico de Pesquisas Médicas, Robin Lovell-Badge. "Amplia o arsenal de técnicas que os cientistas do Reino Unido podem usar para compreender melhor e, no futuro, criar terapias para um amplo espectro de doenças genéticas devastadoras".   Pesquisadores das duas instituições haviam apresentado, em 2007, pedidos para criar células-tronco humanas a partir de óvulos de animais. O processo envolve a injeção de DNA humano em um óvulo vazio de coelha ou vaca. Um choque elétrico é, então, usado para induzir a divisão do óvulo, que se converte em um embrião extremamente jovem, do qual células-tronco podem ser extraídas.   Como há um suprimento limitado de óvulos humanos, os cientistas propuseram o uso de óvulos de animais.   "Óvulos de vaca parecem ser tão bons nesse serviço quanto óvulos humanos", disse o pesquisador Lyle Armstrong, da Universidade Newcastle. "Só iremos usá-los como ferramentas de pesquisa e não é preciso que nos preocupemos com células deles acabarem sendo usadas para tratar doenças humanas".   Os embriões híbridos serão destruídos após duas semanas de vida.

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