Relógios vão informar qualidade do ar em São Paulo

Uma parceria entre a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) e a empresa Publicrono, que administra os relógios de hora e temperatura em São Paulo, permitirá ao paulistano ter, em tempo real, informações sobre a qualidade do ar na cidade. Os dois primeiros painéis estão funcionando, em fase de experimental, nas avenidas Dr. Chucri Zaidan, na zona sul, e Pedro Álvares Cabral, em frente à Assembléia Legislativa.Segundo o presidente da Cetesb, Rubens Lara, serão dez relógios até o início de março, instalados em pontos centrais da cidade. As informações serão enviadas dos computadores da Cetesb via internet diretamente para a central da Publicrono, sem custos para o órgão ambiental. Esses dados serão formatados automaticamente e direcionados para os painéis sem interferência humana.?Os dados serão atualizados diariamente, com a média de qualidade das últimas 24 horas e projetando a previsão para o dia seguinte, aproximadamente às 17 horas. Poderão indicar a qualidade no local do painel ou avisar de problemas em outra região da cidade. Estamos estudando a inclusão de mensagens breves de saúde pública, como evitar a prática de esportes, se a concentração de ozônio estiver muito alta, por exemplo?, explica Lara.Painéis antigosA primeira experiência da Cetesb de informar sobre a qualidade do ar em painéis eletrônicos foi no final dos anos 80, através de um acordo com a empresa Profinal, que administrava 23 pontos na cidade. O acordo permaneceu até 1997, quando a Cetesb rescindiu o contrato, por considerar os custos altos e por problemas de manutenção nos painéis, que comprometiam a credibilidade dos dados. Apesar de não serem mais aprovados pela Cetesb, os painéis continuaram funcionando por mais algum tempo, pois os dados são públicos e divulgados diariamente pela órgão ambiental. ?Por conta disso e para não confundir o usuário (já que estes painéis ainda estão instalados nos logradouros), o número de relógios informando a qualidade do ar só vai aumentar quando os antigos forem retirados?, disse Lara.Segundo a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), responsável pela administração de mobiliário na cidade, a Profinal operava irregularmente e havia um processe desde 1998 para que os relógios fossem retirados. A sentença favorável à Prefeitura saiu em janeiro e dá prazo de 30 dias para a remoção.

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