Remédio para colesterol controla câncer de próstata

Homens que tomam remédios para reduzir o colesterol por períodos mais prolongados têm menor probabilidade de desenvolver formas avançadas do câncer de próstata, informaram nesta segunda-feira pesquisadores das universidades Johns Hopkins (Maryland) e Harvard (Massachusetts).Eles analisaram registros de pelo menos 34 mil médicos e especialistas ao longo de dez anos. O uso dos remédios conhecidos como estatinas não reduziu o desenvolvimento da forma inicial e curável do câncer, mas reduziu em até 50% o risco da forma avançada e em um terço o risco de câncer de próstata em sua forma mais fatal.Quanto mais tempo de uso dos remédios, menor o risco de desenvolver estas formas avançadas, segundo os pesquisadores. As estatinas, segundo o estudo, interagem com uma enzima chamada HMG-CoA reductase que faz o fígado produzir colesterol.Outros estudos já tinham vinculado o uso de estatinas a menores riscos de câncer de próstata e outros tipos, como o câncer de mama e de cólon. Mas este é o primeiro estudo que constata uma redução do risco de câncer de próstata avançado com o tempo de uso do remédio antes de os participantes contraírem a doença.Elizabeth Platz, professora da Escola Bloomberg de Saúde Pública, da Johns Hopkins, uma das autoras do trabalho, advertiu que "são necessários estudos mais amplos" que confirmem estes resultados e disse que "ficam no ar algumas perguntas importantes como, por exemplo, quais são os processos bioquímicos capazes de vincular as estatinas com o menor desenvolvimento do câncer de próstata".

Agencia Estado,

18 de abril de 2005 | 16h14

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