Restos ósseos encontrados na Polônia são de Copérnico

Cientistas compararam DNA da ossada com o de vários pêlos encontrados em um livro do cientista

Efe

21 de novembro de 2008 | 17h25

Pesquisadores poloneses e suecos confirmaram que os restos humanos encontrados há três anos na catedral de Frombork, no norte da Polônia, pertencem ao astrônomo Nicolau Copérnico, que morreu em 1543. Foto: AP Os cientistas analisaram o DNA de vários pêlos encontrados no livro Calendarium Romanum Magnum, de Johannes Stoeffler, e acharam as mesmas seqüências em um dente e em um osso descobertos no templo. "Agora temos a certeza de que o crânio achado em Frombork é o de Nicolau Copérnico", disse em coletiva de imprensa o professor Jerzy Gassowski, do Instituto de Arqueologia de Pultusk, que em 2005 descobriu os restos na catedral Frombork que atribuiu a Copérnico. Foto: AP Gassowski baseou então sua teoria na existência de um retrato de Copérnico onde o erudito parecia ter o nariz quebrado, e no fato de que o crânio enterrado na catedral tinha também o osso nasal partido, além de outras lesões que poderiam ser atribuídos ao polonês. Com o achado, se confirma a teoria do professor de Pultusk e se põe fim à incógnita histórica sobre o lugar no qual foi enterrado o astrônomo (Torun, 1473-Frombork, 1543), criador da teoria heliocêntrica do sistema solar e autor "De Revolutionibus Orbium Coelestium" ("Das revoluções das esferas celestes", na tradução livre). Copérnico foi o primeiro a afirmar que os planetas giram entorno de si mesmos e ao redor do Sol, o que lhe rendeu a alcunha de pai da astronomia.

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