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Retrospectiva 2011: Cientistas fazem macaco mover e sentir objeto virtual com o pensamento

Liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, equipe da Universidade Duke tem como objetivo usar a nova tecnologia para ajudar pessoas com paralisia nos membros

Estadão.com.br,

21 Dezembro 2011 | 14h18

Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, liderados pelo neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis conseguiram realizar pela primeira vez uma comunicação bidirecional entre o cérebro de um primata e uma máquina. No estudo, dois macacos usaram a atividade elétrica cerebral para direcionar mãos virtuais para a superfície de objetos virtuais e, após o contato, puderam diferenciar suas texturas.

A pesquisa, publicada na revista Nature, demonstrou ser possível a construção no futuro verdadeiros avatares: corpos artificiais ou vestes robóticas que sentiriam e atuariam na realidade comandados diretamente pelo cérebro. A nova tecnologia poderá ter aplicações tão diversas quanto ajudar pessoas com paralisia nos membros (através do desenvolvimento dos chamados exoesqueletos), explorar lugares distantes e realizar operações em áreas perigosas.

"A ideia é criar uma espécie de sexto sentido que vai possibilitar que um paciente quadriplégico recupere a sensação tátil ao usar uma veste robótica, podendo identificar o tipo de terreno que está pisando ou a textura de um objeto que segura com uma mão biônica". explica Nicolelis.

 

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