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Retrospectiva  2011: Era dos ônibus espaciais chega ao fim

Em 2011, também foi comemorado o aniversário se 50 anos do 1º voo tripulado para o espaço

Estadão.com.br,

21 Dezembro 2011 | 13h15

 A relação do homem com o espaço passou por mudanças significativas em 2011. No ano em que os russos foram aplaudidos por Gagarin e pelo aniversário de 50 anos do primeiro voo tripulado ao espaço, os Estados Unidos terminaram seu programa de ônibus espaciais com o último voo do Atlantis.

O ônibus espacial Atlantis partiu do Cabo Canaveral rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) no dia 8 de julho. Seus quatro tripulantes retornaram à Terra após uma missão de 13 dias no dia 21 de julho, encerrando o programa norte-americano de 30 anos que começou com a nave Columbia em 1981. "Missão cumprida, Houston", foram as primeiras palavras do comandante Chris Ferguson ao pousar em Cabo Canaveral. "Após servir o mundo por 30 anos, o ônibus espacial conquistou seu lugar na história e agora faz sua última parada", disse.

Oficialmente chamados de Space Transportation System (STS, sistema de transporte espacial), os ônibus espaciais cumpriram 135 missões - totalizando 848 pessoas transportadas - com as naves Columbia, Challenger, Discovery, Atlantis e Endeavour. O programa de ônibus espaciais também passou por dois momentos difíceis quando em 1986 e em 2003, a Challenger e a Columbia, respectivamente, sofreram acidentes que desintegraram as naves e mataram todas as suas tripulações.

Agora, sem os ônibus espaciais norte-americanos, ao mesmo tempo que os russos ficavam sozinhos com a responsabilidade de abastecer e realizar o transporte para a ISS, um acidente com o cargueiro Progress colocou a Estação em risco e levou os americanos a cogitar uma parceria espacial com os chineses.

Todos os acontecimentos de 2011 parecem mostrar que relação do homem com missões espaciais nunca mais será a mesma. Os Estados Unidos deixam de lado a função prioritária de levar o homem para a órbita terrestre, buscando avanços em missões no espaço profundo e permitindo que outros países se destaquem na área.

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