Reunião sobre efeito estufa debate metas setoriais para CO2

Abordagem pretende que países em desenvolvimento reduzam níveis de emissão de algumas indústrias

AP

22 de agosto de 2008 | 16h10

Delegados na conferência preparatória para o COP 14 da Polônia avançaram nesta sexta-feira, 22, em um plano para encorajar países em desenvolvimento a regular as emissões de carbono, focando em suas grandes indústrias.  Veja também: Negociação sobre efeito estufa precisa acelerar, diz ONU Negociação de acordo contra efeito estufa recomeça em Gana A chamada "abordagem setorial" têm objeções de países como a China e a Índia, que se recusam a aceitar metas nacionais para a diminuição da emissão de gases estufa.  Como conseguir que países em desenvolvimento se comprometam a reduzir níveis de poluição é um assunto que dividiu os países que buscam por um novo acordo sobre a mudança climática para substituir o Protocolo de Kyoto de 1997, que expira em 2012.  A reunião de 1.600 delegados e especialistas de 160 países é a terceira conferência esse ano a trabalhar para o acordo, que deve ser adotado em dezembro do ano que vem, em Copenhague. A reunião de Acra também está discutindo as maneiras de conservar as florestas do mundo com o novo acordo, assim como maneiras de arrecadar e distribuir dezenas de bilhões de dólares necessários, anualmente, para ajudar países pobres a lidar com as conseqüências da mudança climática.  Sob o Protocolo de Kyoto, as emissões caíram em 37 países que se comprometeram a reduzir suas emissões em 5%, tendo por base os níveis de emissão de 1990, até 2012. Os Estados Unidos, que se recusaram a participar, chamaram o acordo de injusto, questionando por que economias poderosas como a Índia e a China não tinham as mesmas obrigações que os países ricos. Esses países argumentam que não eram responsáveis pelo aquecimento global, e que sua primeira prioridade deveria ser tirar seu povo da miséria. Sob a abordagem do momento, países em desenvolvimento determinariam metas de poluição para indústrias especificas, como a produção de cimento, aço e alumínio. Ao contrário dos países industriais, eles provavelmente não seriam punidos por não cumprir suas metas.  "Algo silencioso mas bastante dramático está acontecendo", disse David Doniger, do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais. "As pessoas agora estão falando sobre as mesmas coisas na mesma língua." A China e a Índia indicaram reservas, mas não rejeitaram o conceito. "Agora há uma base para discussão" sobre a questão, disse Katrin Gutmann, coordenadora de políticas da WWF. "Antes, tínhamos medo de que houvessem mais enfrentamentos." Detalhes de qualquer acordo em uma abordagem setorial seria complexo e difícil de alcançar e é apenas um dos muitos fatores disputados.  Mas o consenso parece prevalecer ao redor da idéia de que países industriais vão permanecer legalmente ligados à necessidade de atingir suas metas de emissão, enquanto os países em desenvolvimento terão mais flexibilidade para decidir seus níveis.

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