Robô substitui auxiliares médicos em cirurgias

O Hospital do Fundão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está usando a robótica na Medicina. Desde a semana passada cinco cirurgias foram feitas na instituição com o uso de um robô, que substitui médicos auxiliares e, segundo o especialista em gastroenterologia Ricardo Zórron, traz benefícios como a redução do tempo da intervenção e do risco de infecções.A adoção da alta tecnologia é uma preparação para fazer, no próximo ano, cirurgia a distância. Serão mais 15 operações nesta semana.Desenvolvido com tecnologia da Nasa, a agência espacial americana, o robô AESOP (sigla para Automated Endoscopic System for Optimal Positioning) é um braço mecânico com uma microcâmera acoplada, que se movimenta de acordo com as instruções do cirurgião.O reconhecimento da voz é feito por meio de um chip anexado ao equipamento, avaliado em US$ 140 mil e cedido ao Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, o Fundão, pela firma H. Strattner."Ele foi criado para ser usado em naves espaciais e, depois, aperfeiçoado para ser usado na Medicina", explicou o cirurgião Zorrón, 42 anos, do Serviço de Cirurgia do Hospital do Fundão.Segundo o médico, a videocirurgia robótica, por ser menos invasiva, já que realizada com incisões menores do que as tradicionais, também permite uma recuperação mais rápida do paciente. E por reduzir o número de pessoas que participam da cirurgia, o uso do robô diminui os riscos de infecção hospitalar."Em uma cirurgia de vesícula convencional, é necessária uma equipe de quatro pessoas. Com o robô, o médico pode operar sozinho, com a ajuda apenas do instrumentista. Menos gente, menos possibilidade de infecção. Além disso, o equipamento realiza movimentos mais firmes e precisos", assegurou o especialista.

Agencia Estado,

05 de outubro de 2004 | 16h33

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