Roscosmos diz que há condições de prolongar vida útil da ISS

A agência espacial russa afirma que isso é necessário devido ao atraso no lançamento de módulos científicos

Efe

20 de novembro de 2008 | 17h02

Por ocasião do décimo aniversário do lançamento ao espaço do módulo russo Zarya, que representou o início da Estação Espacial Internacional (ISS), a Roscosmos (agência espacial russa) afirmou nesta quinta-feira, 20, que existem as condições técnicas para ampliar o funcionamento da plataforma além de 2015.   Veja também: Estação espacial internacional, a ISS, faz dez anos Astronauta perde a bolsa no espaço Astronautas da ISS iniciam primeiro trabalho extraveicular Endeavour se acopla à ISS em missão para ampliar complexo Urina purificada servirá de água potável para astronautas   Segundo o diretor da Roscosmos, Anatoli Perminov, em entrevista ao programa Vesti-24, a necessidade de ampliar o prazo de exploração da plataforma orbital se deve a que os países participantes do projeto começaram com atraso o lançamento de módulos científicos.   Esta demora teve uma relação direta com a catástrofe, em 2003, da nave americana Columbia e a suspensão durante dois anos e meio dos vôos tripulados da Nasa.   Perminov lembrou que a Agência Espacial Européia (ESA) enviou este ano à plataforma orbital o módulo científico Columbus, enquanto o Japão fez o próprio com a unidade Kibo.   A Rússia tem intenção de lançar em 2009 e 2010 dois pequenos módulos científicos, e em 2011, um grande.   Após finalizada a construção da ISS, todos os países participantes poderão realizar estudos a bordo da plataforma orbital, disse Perminov, acrescentando que isso ocorrerá provavelmente no final de 2011.   Ao mesmo tempo, expressou a esperança de que, na próxima reunião de diretores das agências espaciais, seja aprovado o prolongamento do período de exploração da ISS.   Destacou que todos os participantes estão de acordo com esta possibilidade, com exceção dos Estados Unidos, mas acrescentou que, ultimamente, os responsáveis da Nasa mostram um crescente interesse.   Além disso, a Roscosmos estuda a possibilidade de enviar turistas ao espaço em duplas a bordo de uma nave, acrescentou.   "Muitos turistas e países estão dispostos a adquirir uma nave com um dos nossos como comandante da tripulação para enviar dois turistas, inclusive, segundo alguns programas, sem acoplamento à ISS, para experimentar um vôo orbital. Estamos estudando essas opções", disse.   As naves russas Soyuz, com espaço para três tripulantes, já levaram à plataforma orbital seis turistas espaciais, que desembolsaram entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões pela aventura, e que realizaram a viagem junto com um comandante de tripulação e um engenheiro a bordo.

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