Divulgação/PSI
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'Ruídos' em dados de satélites informarão massa de asteroides

Satélites Lisa devem detectar ondas gravitacionais, mas também encontrarão asteróides próximos à Terra

da Redação,

06 de abril de 2009 | 17h12

Cientistas planetários terão uma ajuda inesperada dos satélites Laser Interferometer Space Antenna (Lisa) da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA), graças a uma maneira de transformar o "ruído" dos dados da missão em informação útil sobre asteroides próximos à Terra, de acordo com um trabalho de Pasquale Tricarico, cientista do Planetary Science Institute, nos EUA.

 

Veja também:

documento Íntegra do estudo (em inglês)

 

Os satélites Lisa têm uma missão para detectar ondas gravitacionais - uma deformação do espaço-tempo que os cientistas esperam ver, diretamente, pela primeira vez.

 

O sistema Lisa, que não deve ser lançado antes de 2018, vai incluir três satélites conectados por feixes de laser. A distância entre os satélites deve mudar conforme as ondas gravitacionais passam por eles. Mas será um pequeno efeito, fazendo com que a distância mude em menos que o diâmetro de um átomo.

 

A Teoria Geral da Relatividade de Einstein prevê que as ondas gravitacionais de estrelas que explodem, ou de buracos negros que colidem pelo universo, fazem com que outros corpos oscilem, como pedaços de madeira sobre a água, quando uma lancha passa.

 

Em 2006, cientistas planetários perceberam que asteroides próximos à Terra também fariam a nave oscilar ao passar por perto, criando uma assinatura distinta nos dados coletados.

 

Tricarico expandiu esse trabalho para prever o número de encontros com asteroides que Lisa pode esperar, e como esses encontros podem ser usados para determinar a massa dos asteroides que passam.

 

O trabalho de Tricarico prevê que Lisa deve esperar ver pelo menos um ou dois asteroides próximos à Terra por ano, e um total de pelo menos dez durante seu tempo de vida estimado.

 

Quando o encontro com o asteroide esperado aparecer nos dados, cientistas já conhecerão sua trajetória. "Então do sinal, nós poderemos medir indiretamente a massa do asteroide, porque essa é a única parte desconhecida da equação", disse o cientista.

 

Medir as massas desses asteroides é importante porque "nós só sabemos a massa dos asteroides que foram visitados por naves ou a massa de alguns poucos asteroides binários observados da Terra", disse. "Nós sempre questionamos a porosidade, a densidade, e isso nos trará medidas de mais asteroides."

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