Rússia ampliará orçamento espacial em US$ 1,7 bilhão

Meios adicionais serão destinados ao projeto de uma nova base russa no leste do país, em Amur

Efe

12 de setembro de 2008 | 19h35

O primeiro-ministro da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta sexta-feira, 12, que o programa espacial russo receberá um financiamento adicional de 45 bilhões de rublos (aproximadamente US$ 1,75 bilhão). "Tenho sobre minha mesa para assinar o documento relativo ao financiamento adicional do programa espacial russo por um montante de 45 bilhões de rublos", declarou Putin depois de se reunir com o vice-primeiro-ministro Serguei Ivanov. Durante a reunião, Ivanov disse que os meios adicionais serão destinados, "em primeiro lugar, ao projeto de uma nova base russa no leste do país, na região de Amur", aponta o serviço de imprensa do Governo russo. "O segundo ponto é o cumprimento de todos os programas de vôo que a Rússia realiza no que concerne à cooperação internacional e de todos os nossos compromissos com a Estação Espacial Internacional (ISS) e a criação de novos segmentos" na plataforma orbital, comentou Ivanov. O terceiro aspecto se refere à fabricação de dispositivos espaciais destinados à pesquisa científica e ao exame por controle remoto a partir da Terra. Trata-se "de uma série de dispositivos espaciais destinados a aumentar o rendimento de nossa economia, da meteorologia, da previsão do tempo e, é claro, das pesquisas científicas", ressaltou. Lembrou, além disso, que o programa russo Cosmos é "inteiramente civil". Putin assinou uma disposição do Governo para o aumento em 67 bilhões de rublos (cerca de US$ 2,6 bilhões) do orçamento destinado ao sistema global russo de posicionamento e navegação Glonass, análogo ao GPS americano e ao Galileu europeu. Ivanov afirmou que este financiamento adicional será destinado especialmente à ampliação do número de artefatos cósmicos. "Este ano seis novos aparelhos Glonass serão colocados em órbita, por isso, seu número já será de 22. E até 2012 temos intenção de que o sistema Glonass não só cubra a Federação da Rússia, mas todo o globo terrestre", declarou.

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