Rússia confirma lançamento de nave com tecnologia digital

Fabricante das naves Soyuz e Progress garantiu lançamento até o final de 2009

Efe

12 de dezembro de 2008 | 17h52

O consórcio russo Energia, fabricante das naves espaciais Soyuz e Progress, informou nesta sexta-feira, 12, que o primeiro aparelho tripulado com tecnologia digital será lançado no máximo no final de 2009. "A primeira nave com sistema de comando digital se encontra na fábrica e está sendo testada. Continuará ali pelo menos um ano para a instalação de todos os seus sistemas", afirmou Vitali Lopota, presidente do Energia. "Enquanto não resolvermos todos os problemas técnicos, o lançamento será adiado", destacou, ao ressaltar que a instalação dos sistemas de comando digitais não deve ser apressada. Em 26 de novembro, a Rússia lançou o primeiro cargueiro russo de nova geração Progress M-01M com sistema de comando digital, que, durante seu lançamento em órbita e posterior acoplamento à plataforma orbital, registrou algumas falhas técnicas. Lapota ressaltou que, por enquanto, o consórcio não cogita fabricar naves tripuladas para que turistas possam viajar aos pares à Estação Espacial Internacional (ISS). "Em primeiro lugar, devemos cumprir o programa federal espacial e as obrigações com nossos parceiros. Por isso, não pensamos ainda na questão das Soyuz para turistas", ressaltou, citado pelas agências russas, apesar de não ter descartado a fabricação das mesmas se houver meios suficientes. A este respeito, destacou que a empresa precisa de créditos adicionais para poder cumprir o programa federal espacial, ou seja, para a construção de naves para abastecer a plataforma orbital. "Não vou dar uma quantidade dos meios de que necessitamos, porque não fabricamos uma só nave, mas várias. Atualmente, há 23 naves em fabricação, em diferentes estados de avanço. Precisamos de recursos para cada uma delas", disse. Segundo ele, os fundos são insuficientes, já que o ciclo de construção de uma nave espacial dura entre 2,5 e três anos. "A Energia se encontrava em uma situação crítica. Então conseguimos parte dos meios necessários através de um empréstimo e agora estamos organizando o trabalho para cumprir sem falta nossas obrigações", ressaltou.

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