Salvamento do Hubble pode ser missão para um robô

A catástrofe do Columbia em fevereiro de 2003 ainda impede os cientistas de pensar numa missão espacial tripulada, mas há um problema urgente a resolver do lado de fora da atmosfera terrestre: o telescópio espacial Hubble vai parar de funcionar em 2007 ou 2008, a menos que alguém substitua suas baterias antes disso. Alguém ou algo.Este ?algo? poderia ser um robô, por exemplo. E está em curso uma corrida para desenvolver um equipamento que possa fazer o Hubble viver mais, para continuar registrando imagens do universo distante como nunca antes o homem havia conseguido.Em março passado a Nasa, a agência espacial norte-americana, fez uma chamada de projetos de robôs e 26 propostas foram apresentadas. Entre elas estão o Ranger, desenvolvido pela Universidade de Maryland, um equipamento da agência espacial canadense, e o robô humanóide da própria Nasa, o robonauta (foto).RespeitoSe a missão será aprovada e qual deles vai salvar o valioso telescópio espacial, ninguém sabe. Mas não há dúvida de que os robôs ganharam respeito, com a performance do Spirit e do Opportunity em Marte, e são vistos como elementos indispensáveis para o futuro da exploração espacial.Segundo David Akin, diretor do Laboratório de Sistemas Espaciais da Universidade Maryland e líder da equipe que desenvolveu o Ranger, os robôs ?serão necessários para instalar bases na Lua?, por exemplo. Ed Weiler, administrador da área de Ciências Espaciais da Nasa, pensa não apenas no Hubble mas também no seu irmão mais avançado, o telescópio espacial James Webb, que será lançado em 2011 para uma distância de 1,6 milhão de quilômetros da Terra, muito além do que o homem pode ir com os recursos atuais.Comitê de notáveisHá muita gente de peso pensando sobre os robôs que podem salvar o Hobble. Em meados de abril, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos criou um comitê para discutir todas as possibilidades, incluindo uma missão espacial tripulada.Entre os 20 membros do comitê de notáveis estão o piloto que conduziu o Hubble ao espaço em 1990 e o astronauta que fez reparos no telescópio em 1997. Além deles, dois prêmios Nobel de Física, um dos investigadores do acidente do Columbia e um especialista em inteligência artificial.O comitê deve concluir suas análises até o fim deste mês e divulgar suas recomendações até o final de novembro, segundo Joseph Alexander, diretor de Estudos Espaciais da Academia. Estudos da Academia costumam levar pelo menos um ano,.mas Alexander lembra que, neste caso, não há tempo a perder.

Agencia Estado,

02 de maio de 2004 | 16h10

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