REUTERS/Mohamed Abd El Ghany
REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

Sarcófago de ouro de Tutancâmon é restaurado pela primeira vez

Trabalho vai durar cerca de oito meses; peças vão integrar o Grande Museu Egípcio, que o Egito abrirá no ano que vem, próximo às Pirâmides de Gizé

Reuters, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2019 | 16h23
Atualizado 18 de julho de 2019 | 21h08

CAIRO - Especialistas começaram os trabalhos de restauração no sarcófago banhado a ouro do faraó menino do Egito Tutancâmon, pela primeira vez desde a descoberta da tumba, em 1922, informou o Ministério de Antiguidades do Egito nesta quarta-feira, 17.

O sarcófago e a coleção da tumba de Tutancâmon serão as peças centrais do novo Grande Museu Egípcio, que o Egito abrirá no ano que vem, próximo às Pirâmides de Gizé. O arqueólogo britânico Howard Carter descobriu a tumba do rei da 18.ª dinastia no Vale dos Reis em Luxor em 1922. A tumba estava intacta e incluía cerca de 5 mil artefatos.

O ministério disse que o sarcófago foi transportado do sul do Egito para o museu há três dias “para que fosse restaurado pela primeira vez desde a descoberta da tumba”. “O sarcófago sofreu muitos danos, incluindo rachaduras nas camadas douradas de gesso, e há também uma fragilidade geral nas camadas de ouro”, disse o diretor do Departamento de Restauração do museu, Eissa Zidan. “O trabalho de restauração vai durar cerca de oito meses”, acrescentou.

O Egito anunciou anteriormente que o novo museu, que está sendo construído há aproximadamente 15 anos e é parcialmente financiado pelo Japão, irá abrir oficialmente até o fim de 2020.

Quem foi Tutancâmon

A máscara dourada de um rosto jovem e sério é provavelmente o artefato da antiguidade mais famoso do mundo. O faraó egípcio Tutancâmon chegou ao comando com apenas 9 anos e governou por outros dez antes de morrer. O período é considerado um dos mais prósperos da história da região. As causas da sua morte são cercadas de mistério, pois as razões variam de um assassinato até a morte em decorrência de uma infecção. 

A euforia científica em torno de Tutancâmon se deve em parte à localização da sua tumba, estrutura que foi encontrada intacta em 1922 pelo arqueólogo britânico Howard Carter. Além do corpo, foram encontrados no local 5.398 itens da época, já que a tradição apontava que os objetos seriam necessários numa nova vida.

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