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Egito anuncia descoberta de sarcófagos de 2,5 mil anos

Nos últimos anos, as autoridades do país africano têm informado sobre achados arqueológicos com bastante frequência; um dos objetivos é de reavivar o turismo, que viveu queda significativa após a Primavera Árabe, em 2011

AFP, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2020 | 14h23

CAIRO - As autoridades egípcias anunciaram neste domingo, 20, que 14 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos foram encontrados no fundo de um poço na necrópole de Saqqara (sudoeste do Cairo). Este novo achado, na sexta-feira, 18, se soma à descoberta de 13 outros sarcófagos há uma semana no mesmo lugar, disse o ministério de Antiguidades em um comunicado.

Saqqara, localizada a 25 quilômetros ao sul das pirâmides do planalto de Gizé, é uma vasta necrópole na qual se destaca a famosa pirâmide de degraus do Faraó Djoser, a primeira da era faraônica. Construída por volta de 2,7 mil anos antes de Cristo, concebida pelo arquiteto Imhotep, é considerada uma das mais antigas do mundo. As imagens bem preservadas do sarcófago mostram motivos marrons e azuis, bem como numerosas inscrições hieroglíficas.

Nos últimos anos, as autoridades egípcias têm anunciado descobertas arqueológicas com bastante frequência, com o objetivo, entre outros, de reavivar o turismo. Muito importante para a receita do país, o setor se viu bastante afetado, tanto pela instabilidade política, quanto pelos ataques posteriores à revolução de 2011, a qual derrubou o ditador Hosni Mubarak do poder, em meio a outros protestos da Primavera Árabe. Mais recentemente, a pandemia da covid-19 também contribuiu para a perda de visitantes.

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