Sarkozy se reúne com papa para aliviar tensão por ciganos

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, se reuniu na sexta-feira com o papa Bento 16 no Vaticano para estreitar as relações com os líderes católicos que criticaram a expulsão de imigrantes ciganos da França.

YANN LE GUERNIGOU, REUTERS

08 Outubro 2010 | 18h58

Sarkozy pareceu tenso antes do encontro com o papa, mas se mostrou mais relaxado após o diálogo, que durou pouco mais de meia hora e se concentrou em temas internacionais, de acordo com um comunicado do Vaticano.

A visita, organizada a pedido do mandatário, aconteceu depois que o governo francês recebeu duras críticas dos bispos católicos pela retirada, em agosto, de vários acampamentos ilegais de ciganos e a repatriação a força de centenas de imigrantes deste grupo étnico.

Nesse mês, o pontífice fez uma aparente referência à perseguição contra os ciganos durante um sermão no qual começou a falar em francês para pedir "que a diversidade humana seja aceita".

Depois da reunião de sexta-feira, Sarkozy visitou brevemente a Basílica de São Pedro e a capela de Santa Petronilla, uma mártir cristã venerada pela Igreja na França, onde o cardeal Jean-Louis Tauran pediu "uma oração para o país".

Não houve nenhuma declaração pública sobre a controvérsia em torno do tema dos ciganos, mas a oração do cardeal incluiu um pedido "para dar as boas vindas aos perseguidos e aos imigrantes".

Foi a primeira vez que um presidente francês participou de uma cerimônia deste estilo desde o início da Quinta República, em 1958.

Mais conteúdo sobre:
RELIGIAOFRANCACIGANOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.