Satélite descontrolado será abatido, dizem autoridades dos EUA

Segundo fontes, um míssil será lançado de uma nave no espaço para interceptar o satélite espião americano

Associated Press,

14 de fevereiro de 2008 | 19h16

O presidente americano George W. Bush decidiu usar um míssil para derrubar o satélite espião americano descontrolado, por conta do perigo potencial que o combustível de foguete a bordo poderia trazer para a população quando o objeto atingisse o solo, afirmaram autoridades americanas  nesta quinta-feira, 14.   Veja também: Satélite militar perdido dos EUA deve cair no início de março   Um representante do Conselho Nacional de Segurança do país, James Jeffries, adiantou, no Departamento de Defesa, que não será divulgado quando a interceptação será feita. Prevê-se que o satélite vá atingir o planeta durante a primeira semana de março.   "Tudo será feito para tentar reduzir o perigo para as pessoas", disse Jeffries. Um oficial das forças armadas, James Cartwright, acrescentou que a "janela para a oportunidade" do abatimento - que provavelmente será feito de uma nave espacial - será aberta em três ou quatro dias, ou no máximo daqui a oito dias.   Cartwrigh afirmou que isso será um esforço sem precedentes. "É a primeira vez que usaremos um míssil para acertar uma espaçonave", declarou. O oficial também não pôde dizer quais são as chances de sucesso da operação. Depois de uma longa análise, os Estados Unidos chegaram à conclusão de que "é melhor fazermos a tentativa do que não fazê-la", acrescentou.   Um míssil conhecido como Standard Missile 3 poderá ser usado na tentativa de interceptar o satélite momentos antes que o objeto reentrar na atmosfera. "Seria quase impossível acertar o satélite após a reentrada, pelos efeitos da atmosfera", disse o oficial.   O segundo objetivo, segundo Cartwrigh, é direcionar o disparo ao tanque de combustível do objeto, para diminuir a quantidade da substância, tóxica, no retorno a Terra.   Um software associado ao Standard Missile 3 sofreu modificações para melhorar os sensores do míssil no reconhecimento do satélite como alvo. O oficial destacou que esse tipo de míssil é usado no abatimento de mísseis balísticos, não de satélites.   Quando perguntado se a ação poderia se tornar uma nova tecnologia americana anti-satélite, Cartwrigh respondeu que "esse é um caso único". Segundo o oficial, se a primeira tentativa falhar, um segundo disparo será discutido.   O satélite, conhecido pelo código militar US193, tem foguetes de manobra que contêm um combustível tóxico, hidrazina. Foi lançado em dezembro de 2006, perdendo energia e seu computador central logo e seguida, tornando-se incontrolável. Ele transporta um equipamento secreto de produção de imagens.   Autoridades dos EUA pretendem evitar que esse equipamento seja recuperado por pessoas não autorizadas.

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