Satélite militar perdido dos EUA deve cair no início de março

Equipamento contém tecnologia de radar que o governo americano não gostaria de ver divulgada

Associated Press,

08 de fevereiro de 2008 | 13h52

Um satélite militar dos EUA que se descontrolou e está em órbita descendente deverá atingir a Terra na primeira semana de março, informam autoridades.   O local da queda ainda é desconhecido.   Funcionários do governo americano familiarizados com a situação dizem que cerca de metade das 2,2 toneladas do equipamento deverá sobreviver ao calor intenso da reentrada e espalhará destroços, alguns potencialmente perigosos, por uma área de centenas de quilômetros.   O satélite, conhecido pelo código militar US193, tem foguetes de manobra que contêm um combustível tóxico, hidrazina. Foi lançado em dezembro de 2006, perdendo energia e seu computador central logo e seguida, tornando-se incontrolável. Ele transporta um equipamento secreto de produção de imagens. Autoridades dos EUA pretendem evitar que esse equipamento seja recuperado por pessoas não autorizadas.   "Chineses e russos passam um tempo enorme tentando roubar tecnologia americana", diz o especialista em defesa e espionagem John Pike. "Ter o mais sofisticado satélite de espionagem por radar... ter grandes pedaços dele caindo nas mãos deles... não é um desfecho agradável".   Será difícil prever onde os destroços cairão antes que o satélite chegue a cerca de 80 km de altitude, disse o rastreador de satélites canadense Ted Molczan. A partir desse momento, a queda deverá durar 30 minutos.   Nos últimos 50 anos, cerca de 17 mil objetos artificiais reentraram a atmosfera terrestre. A maior queda descontrolada de um veículo americano foi a do Skylab, uma estação espacial de 70 toneladas que caiu em 1979. Seus destroços atingiram o Oceano Índico e partes desabitadas da Austrália, sem causar danos.   Em 2000, engenheiros da Nasa guiaram a queda do Observatório Compton de Raios Gama, usando foguetes a bordo da estrutura de 15 toneladas para lançá-la no Oceano Pacífico.

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