Satélite vai ajudar no controle de vazamentos de óleo

Imagens de satélite vão ajudar órgãos ambientais e de defesa do meio ambiente a detectar e controlar vazamentos de petróleo na costa brasileira. A Coordenação deProgramas de Pós-Graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) está desenvolvendo um sistema de monitoramento remoto das atividades petrolíferas no Brasil, com o auxílio de imagens de satélites canadenses, americanos e do Sistema Integrado de Vigilância da Amazônia (Sivam).O monitoramento remoto de derramamento de óleo deveráestar em operação daqui a seis meses. Os R$ 9,2 milhõesnecessários para o projeto serão divididos entre os principaisclientes: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Marinha e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A ANP assinou nesta quinta-feira convênio para participar do projeto e vai desembolsar R$ 6,86 milhões.O montante de recursos do Ibama está em discussão com a Coppe.O sistema vai identificar a existência e a movimentaçãode manchas de óleo em águas brasileiras e avisar autoridadesambientais e de defesa civil para que tomem as medidas decontrole dos vazamentos. A Coope está elaborando um mapa das áreas de risco para cruzar informações com o destino dosvazamentos e dar alerta quando estiverem ameaçadas pelas manchas de óleo, diz o professor Luiz Landau, coordenador do projeto."A ANP contratou o serviço por um ano e meio. Depoisteremos que renovar os contratos, pois o serviço serápermanente", disse Landau."Todas as autoridades relacionadas à atividadepetrolífera têm que trabalhar em conjunto para reduzir os riscos de desastres ambientais", afirmou o diretor-geral da ANP, Sebastião do Rego Barros. Para a ANP, o sistema poderá contribuir para o mapeamento de indício de reservas de petróleo através dos vazamentos naturais de pequenas quantidades de óleo do fundo do mar.A Coppe não vai elaborar planos de controle dos vazamentos, que deverá ser feita por empresas e autoridadesambientais - a Petrobraas, por exemplo, tem Centros de Defesa Ambiental, com equipamentos para conter vazamentos de óleo em nove regiões onde opera. A instituição, que pôs 20 pessoas no projeto, se restringirá a emitir informações sobre o destino das manchas de óleo.Além da compra das imagens, a Coppe terá de investir naaquisição de um receptor para receber as imagens dos satélites. O sistema já é usado em outros países, mas em menor escala, segundo Landau. "Nenhuma outra região onde se explora petróleo tem a dimensão da costa brasileira, com quase 8 mil quilômetros", destacou.

Agencia Estado,

07 de março de 2002 | 21h16

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