Saudita acusada de bruxaria é condenada à morte

Mulher foi presa por 'suposto crime de bruxaria' ; Human Rights Watch pediu a suspensão da pena

Ansa,

14 de fevereiro de 2008 | 15h25

A organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch pediu ao rei da Arábia Saudita, Abdullah, que suspenda a execução de uma mulher condenada à morte no país, acusada de bruxaria.   "O rei Abdullah deve suspender a execução de Fawza Falih e anular sua condenação por bruxaria", declarou a organização humanitária em carta enviada ao soberano do país ultraconservador, que segue rigidamente a Sharia - lei muçulmana.   A organização declarou que a polícia religiosa que prendeu e interrogou a mulher e os juízes que a julgaram "não lhe deram em nenhum momento a possibilidade de provar sua inocência contra acusações absurdas".   Fawza foi presa em maio de 2005 e condenada à morte por "suposto crime de bruxaria, recurso ao demônio e sacrifício" de animais, segundo a Human Rights Watch.   "O fato de tribunais sauditas continuarem a realizar processos por crimes não verificáveis evidencia sua incapacidade de conduzir investigações criminais objetivas", comentou o responsável pela organização humanitária no Oriente Médio, Joe Stork.   A associação recordou que em 2 de novembro passado um farmacêutico egípcio, Mustafa Ibrahim, que trabalhava no norte da Arábia Saudita, foi decapitado após ser considerado culpado de práticas de bruxaria.

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