Seis veículos são premiados por reduzir poluição sonora

A considerar as alternativas tecnológicas presentes no Michelin Challenge Bibendum, o transporte do futuro não se apresenta apenas menos poluente, mas, sobretudo, mais silencioso. Realizado este ano, entre 23 e 25 de setembro, em Sonoma, nos Estados Unidos, o evento inclui testes, em tempo real e em condições de uso, para emissões de poluentes, carbono e ruído, entre outras avaliações de performance de veículos em produção ou protótipos. "Consideramos os dados de laboratório, como os utilizados para a homologação de veículos, pelas agências governamentais de cada país, porém nos concentramos nas condições encontradas pelo consumidor, ao dirigir um veículo destes nas ruas ou nas estradas", diz Viktor Hanuska, responsável pela organização das competições, focalizadas nas comparações técnicas. "Não temos preferência por nenhuma tecnologia, todos os competidores são aceitos, mas queremos experimentar todas as alternativas como motoristas, como consumidores, por isso as provas são ao ar livre e a cada ano procuramos inovar também no tipo de medidas".Este ano, uma das novidades é o teste de emissões com os carros em funcionamento, possível graças a sensores adaptados à exaustão dos veículos e acompanhamento de técnicos da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA). De acordo com Robert Wilson, vice presidente de marketing da Sensors, fabricante dos medidores, os aparelhos são conectados a computadores e medem hidrocarbonetos, óxidos de nitrogênio, monóxido de carbono e gás carbônico enquanto o veículo está em funcionamento. A EPA vai usar o mesmo tipo de aparelho das competições, em Kansas City, a partir de janeiro de 2004, para avaliar as emissões reais de 5 mil veículos, dirigidos normalmente por seus proprietários. O objetivo é verificar as diferenças entre as emissões de carros novos e usados e ajustar os modelos de previsão de emissões globais. Atualmente, embora as tecnologias de redução de emissões tenham melhorado muito, as emissões globais não têm confirmado as previsões globais de redução de emissões, em parte porque há mais motoristas dirigindo mais carros e/ou percorrendo distâncias maiores, em parte porque os modelos de previsão baseiam-se nas medidas de laboratório.Destaques silenciososNos testes de ruídos, a tecnologia e procedimentos de medição para condições reais, de rua, é padronizada por normas ISO 362. Os veículos percorrem um corredor de 30 metros com gravadores extremamente sensíveis, a uma mesma velocidade, "e pilotados por nossos motoristas, para garantir a comparação", acrescenta o organizador, Viktor Hanuska. Nos testes realizados em Sonoma, foram avaliados 60 carros e utilitários, entre modelos em produção, experimentais e protótipos. Seis veículos foram premiados com ouro e dezesseis com prata. Entre os premiados com ouro figuram dois carros já em fase de comercialização: o Honda FCX, movido a célula de combustível, e o Toyota Camry PZEV, com motor de combustão interna a gasolina. A sigla PZEV significa veículo de emissão próxima a zero, e deriva dos novos e rigorosos sistemas de controle de emissões acrescentados aos motores a gasolina ou diesel. Os outros quatro destaques silenciosos são modelos experimentais ou protótipos (também chamados carros conceito): o Mercedes-Benz Citaro, movido a célula de combustível; o Suzuki Esteem, de motor híbrido (célula de combustível e bateria recarregável); o Ford Taurus, com motor híbrido (a bateria e de combustão interna a gasolina) e o Courrèges La Bulle R, elétrico (movido a bateria), fabricado pela famosa casa de alta moda.

Agencia Estado,

24 de setembro de 2003 | 16h37

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