Sem bênção ou papa, cardeais se reúnem para eleger novo pontífice

A Igreja Católica Romana marcou seu primeiro domingo em quase oito anos sem uma bênção papal, enquanto os cardeais se reúnem para eleger um novo líder para os 1,2 bilhão de fiéis, em um dos mais turbulentos períodos de sua história.

Reuters

03 Março 2013 | 14h46

As janelas do apartamento papal com vista para a Praça de São Pedro estavam fechadas, o que é normalmente o caso somente quando um papa está fora de Roma e oferece a bênção dominical em outro lugar.

Não houve nenhum tipo de bênção papal, a primeira vez na qual a igreja se encontra em tal estado de transição desde o domingo de 3 de abril de 2005, o dia após a morte do papa João Paulo 2.

"É estranho, muito estranho vir a Roma, à Praça de São Pedro e não ouvir a Angelus (bênção de domingo) do papa, especialmente por que ele ainda está vivo --é uma situação única esta que estamos vivendo", disse Fabio Ferrara, um dos poucos que estavam na Praça ao meio-dia.

Na segunda-feira, os cardeais devem começar a realizar reuniões preliminares, conhecidas como congregações gerais, para se conhecerem, discutirem assuntos da Igreja e decidirem a data para o conclave a portas fechadas para escolher o sucessor de Bento 16.

O Vaticano parece determinado a concluir a eleição até meados de março, a fim de que o novo papa possa ser instalado em seu gabinete antes do Domingo de Ramos, em 24 de março, e possa realizar os serviços da Semana Santa, culminando no domingo da Páscoa na semana seguinte.

(Reportagem de Philip Pullella)

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