Sem impor metas, G8 e G5 discutem cortes de emissões

16 países que mais produzem CO2 concordar em trabalhar juntos, mas não estipulam porcentagens de redução

Efe,

09 de julho de 2008 | 03h03

Os líderes de 16 economias responsáveis pela maior parte da liberação mundial de dióxido de carbono concordaram nesta quarta-feira, 9, em Hokkaido (norte do Japão) em trabalhar juntos para obter "cortes profundos" nas emissões globais de CO2 a longo prazo, mas fracassaram em adotar medidas concretas.   A chamada foi feita ao término de um encontro realizado durante a cúpula do Grupo dos Oito (G8) entre seus países-membros (Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá, Rússia e Japão), cinco nações emergentes (Brasil, China, Índia, México e África do Sul), além de Austrália, Indonésia e Coréia do Sul. Durante a chamada Reunião das Grandes Economias (MEM, na sigla em inglês) em Hokkaido, esses países assinalaram que marcarão metas de redução a médio prazo, em 2020 ou 2030, e que as nações em desenvolvimento "vão reduzir o aumento das emissões futuras", segundo um comunicado conjunto.   Esses 16 países, que representam mais de 80% das emissões de gases que causam o efeito estufa, não estipularam porcentagens para a redução, e reafirmaram seu compromisso de fechar um acordo pós-Kioto no final de 2009. Esse foi o principal acordo alcançado na conferência de Bali em dezembro de 2007, quando EUA e os países em desenvolvimento aceitaram participar da conferência de Copenhague de dezembro de 2009, para negociar um tratado que substitua o Protocolo de Kioto, cuja vigência termina em 2012.   Em sua reunião desta quarta, os países-membros do MEM disseram que "a possibilidade de alcançar conquistas a longo prazo dependerá de tecnologias inovadoras, acessíveis e mais avançadas, e de práticas que transformem a forma como vivemos, produzimos e usamos energia".   O G8 concordou na terça-feira em aceitar uma meta não vinculativa de cortes de gases poluentes de 50% para 2050. Além disso, pediu que as economias emergentes se somem a esse esforço. Enquanto isso, os países emergentes dizem que é preciso uma "responsabilidade compartilhada eqüitativa" contra o aquecimento global, e que o G8 deveria reduzir suas emissões para 2020 entre 25% e 40% em relação a seus níveis de 1990.   Após a reunião, as organizações ambientalistas voltaram a criticar as decisões adotadas na cúpula de Hokkaido (norte do Japão), por considerar que não representam qualquer avanço. O Greenpeace indicou que o comunicado do MEM "é vazio" e que a reunião foi "inútil", enquanto a ONG WWF assinalou que "é o resultado da falta de liderança do grupo" para a redução das emissões.   Matéria atualizada às 7h45.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.