Seminário discute a recuperação da Billings

Durante três dias, a partir de amanhã, 150 especialistas estarão reunidos, em Ribeirão Pires, para elaborar um plano de ação para conservação, recuperação e uso sustentável da Bacia Hidrográfica da Billings, o maior manancial da Região Metropolitana de São Paulo. O evento representará um esforço concentrado para reverter a perda da represa como manancial de abastecimento público. Atualmente, por conta da poluição, a Billings abastece 1,5 milhão de pessoas, quando teria água suficiente para 4,5 milhões.O seminário contará com representantes dos governos estadual e municipais da Região Metropolitana, além de organizações não-governamentais, instituições de pesquisa e movimentos sociais ligados à defesa da bacia hidrográfica. Coordenado pelo Instituto Socioambiental (ISA), o encontro é uma parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, o Sub-Comitê de Bacia da Billings e as prefeituras de São Paulo e Ribeirão Pires.Com 582 Km2, a bacia da Billings é um dos maiores reservatórios artificiais em área urbana do mundo. Um diagnóstico lançado em maio último pelo ISA sobre a situação da represa, mostra que a ocupação desordenada é a maior ameaça ao manancial. Por conta do desmatamento acelerado, a Mata Atlântica, que recobria toda a área da bacia, está reduzida a 53% do original. Somente entre 1989 e 1999, a região da Billings perdeu 6,6% da sua cobertura vegetal e teve um crescimento urbano de 31,7%. Os resultados do seminário serão apresentados no próximo dia 25, em cerimônia no Memorial da América Latina, em São Paulo. A intenção dos organizadores é que as soluções apontadas sejam participativas e que seja criada uma comissão para monitorar e pressionar a implementação das ações.

Agencia Estado,

18 de novembro de 2002 | 14h55

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