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Serviço de ônibus espacial deveria ser privatizado, diz comitê

Membro de grupo de estudos convocado por Obama sugere que a Nasa se concentre em desafios maiores

Reuters,

29 de julho de 2009 | 16h58

O governo americano deveria passar o negócio de lançar carga e astronautas até a órbita da Terra para empresas privadas, disseram membros de um comitê convocado pelo presidente Barack Obama para avaliar a estratégia espacial dos EUA.

 

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Um subcomitê da comissão de Revisão do Voo Espacial Humano declarou que entregar o serviço de transporte até a Estação Espacial Internacional (ISS) a empreendedores privados permitiria que a Nasa focasse desafios maiores, como levar seres humanos para a Lua e Marte.

 

A ISS, um projeto de US$ 100 bilhões, orbita a uma altitude média de 360 km.

 

"Creio que encontraríamos muita gente que estaria disposta a competir" para oferecer esse serviço, disse Bohdan "Bo" Bejmuk, um ex-executivo da Boeing. "Alguns vão fracassar, outros terão sucesso, mas teremos, essencialmente, criado uma nova indústria".

 

A Nasa atualmente gasta metade de seu orçamento - US$ 18 bilhões para o ano fiscal que termina em 30 de setembro - em programas que envolvem astronautas.

 

Os planos futuros da agência incluem completar a construção da ISS, aposentar os ônibus espaciais e criar um novo tipo de nave que seja capaz de voar para a ISS, para a Lua e Marte.

 

A Nasa já ofereceu incentivos financeiros para que empresas criem naves capazes de levar carga à ISS.

Uma dessas formas, a SpaceX, tem uma opção em seu contrato para aperfeiçoar seu cargueiro com equipamentos necessários para o transporte de pessoas.

 

A nova nave tripulada da Nasa, a Órion, deve estrear em 2015. Mas uma revisão conduzida para a comissão pela empresa Aerospace Corp. indica que haverá um atraso de pelo menos dois anos, por conta do estado do orçamento e das dificuldades técnicas encontradas.

 

A comissão de Revisão do Voo Espacial Humano, encabeçada pelo ex-executivo da Lockheed Martin Norm Augustine, deve apresentar seu relatório até 31 de agosto.

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