Seul se compromete a reduzir pela metade emissões de CO2

Presidente anuncia ajuda para economias emergentes e propõe criação da Associação Climática da Ásia

Efe,

09 de julho de 2008 | 04h47

A Coréia do Sul se comprometeu nesta quarta-feira, 9, a reduzir pela metade suas emissões de dióxido de carbono até 2050. O país anunciou também que doará US$ 200 milhões para ajudar a cortar as emissões poluentes de outras economias emergentes. Presidente sul-coreano propôs a criação da "Associação Climática da Ásia Oriental". Veja também:Para ONGs, atitude do G8 contra mudança climática é 'patética'  G8 e G5 pedem cortes profundos nas emissões de CO2 "A Coréia do Sul quer se transformar em um dos primeiros países a se mexer na luta contra a mudança climática", disse o presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, durante sua reunião com os líderes do Grupo dos Oito (G8, que reúne os sete países mais industrializados e a Rússia), em Toyako (norte do Japão), informou a agência Yonhap. Lee disse também que no próximo ano vai divulgar "as metas da Coréia do Sul para a redução de emissões para 2020". O G8 afirmou na terça-feira que concorda com a necessidade de reduzir em 50% as emissões de CO2 à atmosfera até 2050, em uma medida de combate à mudança climática. Os líderes do G8 (Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia) pediram na terça-feira em comunicado a "contribuição" de todas as economias avançadas para atingir essa meta, em referência às nações emergentes que, como China e Índia, são grandes emissores de CO2. O presidente sul-coreano propôs ainda a seus aliados regionais a criação da "Associação Climática da Ásia Oriental", para lutar conjuntamente contra o aquecimento global, e disse que lançará uma campanha para diminuir as emissões da sociedade sul-coreana. "Vamos perseguir um 'crescimento verde' e uma 'sociedade de baixas emissões' para lutar contra este séria ameaça à humanidade", disse Lee. O presidente sul-coreano destacou ainda a necessidade de grandes investimentos públicos para o desenvolvimento de novos recursos energéticos mais ecológicos e a criação de incentivos para que os países em desenvolvimento aumentem seus esforços na redução de emissões. "A Coréia do Sul está disposta a fornecer 'créditos de carbono' aos países em desenvolvimento para compensar seus esforços na redução das emissões de CO2", afirmou.

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