Sócios da ISS querem prorrogar uso da estação até 2015

'Ter uma data de vencimento fixa não é realista', disse responsável da Nasa, Michael Griffin

Efe

17 de julho de 2008 | 16h36

Os cinco principais sócios da Estação Espacial Internacional (ISS) vão propor aos seus governos que o projeto seja prolongado até 2015, segundo informaram nesta quinta-feira, 17. "Todos estamos de acordo que é tecnicamente factível prorrogar sua vida", disse o chefe da Agência Espacial Russa (Roscosmos), Anatoli Perminov, em uma coletiva de imprensa após uma reunião entre os chefes das cinco agências espaciais - européia (ESA), dos Estados Unidos (Nasa), do Japão (Jaxa) e da Rússia (Roscosmos) - para avaliar o estado da missão e seu futuro.  O responsável da Nasa, Michael Griffin, expressou sua esperança de que a estação continue sendo utilizada produtivamente: "Ter uma data de vencimento fixa não é realista." O transporte para a estação foi outro dos temas questão, já que a Nasa deixará de utilizar seus transportadores em 2010, e portanto dependerá das naves russas Soyuz e Progress. Na opinião de Griffin, uma das lições aprendidas com a ISS é que o mundo precisa de mais de um sistema de transporte espacial. "Precisamos de um sistema de transporte robusto, confiável e múltiplo", disse, ao explicar que, uma vez terminada a estação, as nações sócias no projeto em todo o mundo terão em órbita US$ 100 bilhões. Perminov sublinhou também a necessidade de incrementar a cooperação científica nos próximos anos. "A ISS estará completa em 2010 e ali haverá vários laboratórios nos quais será necessário evitar as redundâncias", disse, recordando que a Rússia instalará três novos módulos de pesquisa entre 2009 e 2011.  A pesquisa em um laboratório espacial "que fornece benefícios para todo o mundo" é "crítica", segundo o canadense Guy Bujold, "porque devemos oferecer resultados significativos aos contribuintes para poder manter a iniciativa." O Canadá contribui na ISS com o braço robóticos Dexter, que permitiu fixar à estação o módulo de pesquisa Columbus, da ESA, neste ano.  Os diretores das agências espaciais repassaram outros feitos recentes, como o êxito do vôo inaugural, em março, do veículo ATV da ESA, encarregado de abastecer, rebocar para mudanças de altitude e retirar os detritos da estação. Os cinco sócios também estudaram como tirar o maior partido da mudança, em 2009, da tripulação permanente, de três para seis tripulantes.

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