Sol entrará em período de menor atividade, preveem cientistas

Menor atividade pode expor os astronautas a um maior perigo, diminuindo quantidade de energia diponível

Efe,

07 de janeiro de 2009 | 18h28

O Sol vai entrar em um período de menor atividade, o que pode expor os astronautas a um maior perigo, diz um estudo suíço publicado pela revista New Scientist. A capacidade que o Sol tem para proteger o sistema solar dos raios cósmicos mais prejudiciais poderia diminuir no início da próxima década, diz o artigo. Além de seu ciclo de 11 anos de manchas e labaredas solares, a atividade solar experimenta outro tipo de mudanças que podem durar inclusive décadas. O Sol está atualmente em um período de máxima atividade, que dura quase um século, e não se sabe exatamente quando vai terminar. Para tentar esclarecer isto uma equipe comandada por José Abreu, do Instituto Federal de Ciências Aquáticas e Tecnologia da Suíça, analisou 66 períodos de grande atividade durante os últimos dez mil anos. Para isto estudaram os níveis flutuantes de isótopos raros, como o Berílio-10, nas geleiras da Groenlândia. Estes isótopos são produzidos quando os raios cósmicos destroem os núcleos dos átomos de oxigênio e nitrogênio na atmosfera terrestre. A produção destes isótopos alcança seu ápice quando cai a atividade solar, pois um vento solar mais fraco deixa que entrem mais raios cósmicos no sistema solar. Baseando-se na duração de períodos passados de grande atividade e no fato de que o atual já durou 80 anos, a equipe suíça calcula que a duração provável deste último será de 95 a 116 anos, sendo o primeiro número o mais provável. Mesmo que diminua um pouco a luminosidade solar durante as próximas décadas por causa desta menor atividade, a influência que pode ter na mudança climática será mínima, declara Nigel Weiss, da Universidade de Cambridge e membro da equipe de pesquisa. Os mais atingidos provavelmente serão os astronautas: além do campo magnético protetor da Terra, pois sua exposição a um aumento dos raios cósmicos que entrarão no sistema solar devido ao enfraquecimento do vento solar poderia causar câncer e infertilidade. Entretanto, outros cientistas, como David Hathaway, do Marshall Space Flight Center da Nasa em Huntsville (Alabama), se mostram mais céticos sobre a possibilidade de prever quando o Sol entrará neste período de menor atividade.

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