Solidão pode ser ´herança dos homens das cavernas´

A solidão pode ser um fator herdado geneticamente desde os tempos das cavernas, segundo um novo estudo conduzido pela Universidade de Chicago e pela Universidade Livre de Amsterdã. Os pesquisadores analisaram informações sobre 8 mil gêmeos, parte deles idênticos, outros não. A avaliação mostrou que a genética tinha grande influência na determinação de um modo de vida mais solitário.Em artigo publicado na revista acadêmica Behavior Genetics, os autores afirmam que para ajudar pessoas que sofrem de solidão não basta apenas alterar o ambiente em que vivem. Cientistas já fizeram correlações entre a solidão e doenças cardíacas, assim como problemas emocionais como ansiedade, baixa auto-estima e problemas de sociabilidade.Os pesquisadores afirmam que a solidão teria origem nos tempos pré-históricos, quando os homens primatas se escondiam a sós para não ter de dividir a comida obtida por meio da caça.Para os especialistas, ao mesmo tempo tal comportamento tinha suas vantagens - os homens primatas pré-históricos solitários se alimentavam melhor e assim conseguiam sobreviver e ter filhos - mas muitas desvantagens, porque seriam mais hostis.Os gêmeos que participaram do estudo foram avaliados periodicamente desde 1991, quando tinham entre 13 e 20 anos de idade. Eles tinham de responder a questionários em que precisavam concordar ou discordar com proposições como "eu perco amigos rapidamente" ou "ninguém me ama".Os pesquisadores perceberam que há pouca diferença no nível de solidão ao comparar gêmeos idênticos. As discrepâncias, porém, são maiores nos casos dos gêmeos não idênticos.Segundo o estudo, os genes têm um papel importante ao definir se a pessoas terão ou não a sensação de solidão ou isolamento durante sua vida.

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