NASA/Goddard/University of Arizona/Handout via Reuters
NASA/Goddard/University of Arizona/Handout via Reuters

Sonda da Nasa descobre água na superfície do asteroide Bennu

Pesquisador afirma que amostras recolhidas – as quais devem chegar à Terra apenas em 2023 - podem revelar informações sobre o princípio da vida no Planeta

O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2018 | 02h46

WASHINGTON - A agência espacial americana (Nasa) informou nesta segunda-feira, 10, que a sonda ORISIS-REx descobriu água na superfície do asteroide Bennu. O corpo rochoso é monitorado pelo equipamento desde a última semana.

"Informação recentemente analisada procedente da missão ORISIS-REx revelou a presença de água na argila que forma seu alvo científico, o asteroide Bennu", informou a Nasa em comunicado.

A sonda conseguiu fazer a detecção graças a dois espectrômetros que indicam a presença de hidróxidos, moléculas que contêm átomos de oxigênio e de hidrogênio unidos.

Os pesquisadores responsáveis pela missão acreditam que esses hidróxidos estão presentes em toda a superfície do asteroide. No entanto, a Nasa optou por uma previsão mais conservadora.

"Já que o Bennu em si só é pequeno demais para ter hospedado água, a descoberta indica que, em algum momento, a presença deste líquido se deu em um corpo paralelo, seguramente um asteroide muito maior", concluiu a Nasa no texto que acompanhou a revelação.

Asteroide pode revelar informações sobre o princípio da vida na Terra

A sonda ORISIS-REx chegou à órbita do asteroide na segunda-feira passada, 3. Agora, acompanhará o Bennu como uma espécie de satélite, com o objetivo de estudar o deslocamento do corpo.

Nos próximos 12 meses, a Nasa também quer descobrir um local para aterrissar a sonda e coletar amostras que poderão ser analisadas assim que o equipamento voltar à Terra.

"Quando as amostras desta missão chegarem à Terra, em 2023, os cientistas receberão um tesouro oculto de novas informações sobre a história e a evolução do nosso sistema solar", disse Amy Simon, uma das diretoras da Nasa.

Em entrevista coletiva, o pesquisador principal da OSIRIS-REx e professor do Laboratório Planetário e Lunar da Universidade do Arizona, Dante Lauretta, explicou que, ainda que o Bennu seja pequeno demais para ter alojado água, o achado indica que em algum momento houve líquido no corpo original ou no "pai" de Bennu, um asteroide possivelmente muito maior.

"Estamos falando de um asteroide que pode nos revelar importante informação sobre a formação antecipada do sistema solar ou inclusive o princípio da vida na Terra", indicou Lauretta.

O cientista destacou também que até o momento as imagens que receberam lhes permitiu ver somente a superfície rochosa do asteroide. Bennu tem aproximadamente 500 metros de diâmetro e tem o tamanho aproximado de uma pequena montanha. \ EFE

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