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Sonda da Nasa revela que água esculpiu relevo de Marte

Robôs que atuam no planeta desde 2004 trazem mais detalhes sobre a origem da geografia marciana

EFE,

21 de maio de 2009 | 16h20

A água foi o principal agente nas alterações do relevo de uma grande área de Marte, embora o vento também tenha tido sua influência, segundo um relatório publicado pela revista científica Science.

 

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O estudo se baseia nos dados transmitidos pela sonda Oportunity, que percorreu por mais de dois anos a cratera Victoria, de 750 metros de diâmetro e resultante do impacto de um meteorito contra o planeta.

Segundo cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (JPL, na sigla em inglês), o passeio da Oportunity pela cratera Victoria revelou o efeito da água e dos ventos em sua configuração.

 

Os primeiros indícios de água em Marte foram detectados a partir do espaço, em 2002, e dois anos depois, a Opportunity e o veículo gêmeo Spirit confirmaram que houve água no planeta há muitos anos.

No entanto, dados concretos sobre a influência que a água e o vento tiveram no relevo do planeta nunca tinham sido divulgados.

 

"O que nos levou à cratera Victoria foi a camada exposta de rochas", disse Steve Squyres, cientista da Universidade Cornell, de Nova York, responsável pelas operações da Spirit e da Opportunity.

As autoridades científicas da Nasa declararam que a Spirit e a Opportunity teriam somente três meses de vida ativa, a partir de seu desembarque em Marte em janeiro de 2004.

 

Mas os dois equipamentos superaram as difíceis condições do planeta e, apesar do desgaste de seus sistemas, continuam funcionando e transmitindo informação científica sobre a geologia de Marte.

Com os instrumentos de seu braço robótico, a Opportunity analisou a composição e textura das rochas na cratera, além de outra região do planeta identificada como Duck Bay.

 

Algumas rochas encontradas na cratera estão expostas por causa de um impacto e contêm pedaços esféricos ricos em ferro, que se formaram quando a água penetrou nas rochas, disse o JPL, em comunicado.

 

A análise dos dados e a observação das imagens também ajudaram a determinar que o vento proporcionou a formação de dunas, que, sob a influência de água, se transformaram em massas de pedra arenosa.

 

A Opportunity abandonou a zona de prospecção há oito meses e desde então percorreu parcialmente parte da cratera Endeavour, 20 vezes maior que a Victoria.

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