Sonda européia passa a 800 km de asteróide nesta sexta

Missão principal da Rosetta é encontro com o cometa cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko, previsto para 2014

EFE e AP,

05 de setembro de 2008 | 13h31

A sonda européia Rosetta se aproximará, nesta sexta-feira, 5, do asteróide 2867 Steins, a uma distância mínima de 800 quilômetros, em sua viagem em direção ao cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko.  Blog da Rosetta (em inglês)Rosetta - ESA    A sonda da Agência Espacial Européia (ESA) alcançará essa aproximação do asteróide às 15h58 (Brasília). A nave deixará de se comunicar com a Terra nessa hora e retomará novamente o contato uma hora e 25 minutos depois. A Rosetta enviará à Terra os primeiros dados e imagens captados na noite de 5 para 6 de setembro. O diretor da missão Rosetta, Gerhard Schwehm, disse que esta aproximação permitirá obter informações sobre a estrutura e a composição do asteróide. Dessa forma, cientistas buscarão mais dados sobre a formação do sistema solar e de seus planetas.    "Um dos grandes problemas que temos é saber como se formou o sistema solar e os planetas, inclusive a Terra", disse Schwehm.    Os asteróides são corpos primitivos do sistema solar e contêm a informação sobre os diferentes estágios de sua evolução. A ESA lançou a sonda Rosetta ao espaço em 2 de março de 2004, a partir da base européia em Kuru (Guiana Francesa) para seguir o cometa 67/P Churyumov-Gerasimenko em sua órbita e se encontrar com ele em novembro de 2014.    Além disso, os cientistas pretendiam aproveitar a viagem de Rosetta rumo ao cometa para passar por dois asteróides: Steins e Lutetia, situados entre as órbitas de Marte e de Júpiter.    A ESA disponibilizará no sábado, em coletiva de imprensa no centro de controle de operações, as primeiras imagens e resultados do encontro da Rosetta com o asteróide Steins.  A passagem foi calculada para ocorrer num momento em que o asteróide estará voltado para o Sol, o que torna provável a captação de imagens claras e nítidas. Astrônomos que estudam asteróides e cometas vêm trabalhando com imagens obtidas em passagens curtas de sondas por esses objetos, como as obtidas pela sonda européia Giotto durante uma breve passagem pelo cometa Halley, em 1986, e que revelaram crateras, ravinas e colinas.

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