Sonda japonesa a Marte enfrenta momento crítico

Com cinco anos de atraso, pouco combustível e com o sistema de aquecimento funcionando de modo intermitente, a primeira sonda japonesa a Marte - a Nozomi (Esperança), que custou US$ 88 milhões - enfrenta graves dificuldades. Os controladores que ainda tentam manter a missão viva enfrentarão um sério desafio nesta quinta-feira, quando a Nozomi passará pela segunda vez pela Terra, para ganhar impulso rumo ao planeta vermelho.O fracasso da missão seria um revés sério para o programa espacial japonês, que enfrenta problemas orçamentários e a apatia do público. Embora tenha sido lançada muito antes, a Nozomi é parte de uma verdadeira frota terrestre com destino a Marte. Se conseguir completar a viagem, ela provavelmente chegará junto com o satélite europeu Mars Express e sua sonda de superfície, a Beagle 2, e os dois robôs americanos.A Nozomi é a primeira missão interplanetária do Japão. Lançada em julho de 1998, ela deveria ter chegado a Marte em outubro do mesmo ano, mas sua primeira passagem pela Terra para tomar impulso falhou, e os ajustes feitos a seguir queimaram mais combustível que o esperado. Em abril do ano passado, explosões no Sol danificaram o sistema de aquecimento da sonda.

Agencia Estado,

18 de junho de 2003 | 15h20

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