REUTERS / Carlos Garcia Rawlins / foto de arquivo
REUTERS / Carlos Garcia Rawlins / foto de arquivo

Sonda Tianwen-1 da China entra com sucesso na órbita de Marte

Essa é a primeira sonda do programa espacial chinês que espera pousar um pequeno robô no planeta vermelho

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2021 | 12h38
Atualizado 10 de fevereiro de 2021 | 13h53

PEQUIM - A China anunciou nesta quarta-feira, 10, que inseriu com sucesso sua sonda Tianwen-1 na órbita de Marte. Essa é a primeira sonda do programa espacial chinês que espera pousar um pequeno robô no planeta vermelho.

"A sonda foi inserida com sucesso na órbita de Marte", disse a agência Xinhua. Tianwen-1, cujo nome significa "questões celestiais" em referência a um poema chinês clássico, foi lançado em 23 de julho de 2020 no centro de Wenchang, na ilha sul de Hainan.

A sonda ligou seus motores de frenagem às 8h52min de Brasília e uma vez em órbita - cuja distância mais curta de Marte é de cerca de 400 quilômetros - levará dez dias terrestres para completar uma volta na elipse.

A nave, que deve pousar em maio próximo na planície de Utopia, no hemisfério norte do planeta, carrega um veículo espacial que pretende explorá-la por três meses.

É a primeira missão da China a Marte para transportar um satélite orbital, um ônibus espacial para pousar em sua superfície e um veículo para explorá-lo.

Se for bem-sucedido, o gigante asiático se tornará o terceiro país a fazê-lo, décadas depois que os Estados Unidos e a então União Soviética o fizeram.​ Mas será o primeiro que conseguirá viajar até Marte, entrar na sua órbita e explorá-lo numa única missão, cujo custo está estimado em cerca de 8 bilhões de dólares (6,5 bilhões de euros).

Após entrar em órbita, as equipes da espaçonave, incluindo câmeras e analisadores de partículas, começarão a tirar fotografias e a fazer levantamentos de Marte, bem como os preparativos para escolher o melhor local de pouso.

A sonda Tianwen-1 viajou 475 milhões de quilômetros no céu por 202 dias e realizou quatro correções orbitais e uma manobra no espaço profundo. Quando entrou na órbita marciana, estava a 192 milhões de quilômetros da Terra.

Pequim divulgou um ambicioso programa de lançamento que, na parte dos voos tripulados, tem como primeiro objetivo instalar uma estação espacial em 2022 e posteriormente enviar seres humanos à Lua./AFP e EFE

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