Sto. Antônio de Pádua decreta estado de calamidade pública

O vazamento de milhões de litros de resíduos tóxicos da Indústria Cataguazes de PapelLtda. nos rios Pomba e Paraíba do Sul levou o prefeito de Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, LuizFernando Padilha Leite, a decretar nesta quarta-feira estado de calamidade pública no município eferiado nesta quinta e e na sexta-feira.Santo Antônio de Pádua interrompeu a captação dos 12 milhões de litros de água diários que abastecem seus 40 mil habitantes. O prefeito informou que entre dez e 12 caminhões-pipa estão entregando 500 mil litros de água por dia, o que tem garantido o funcionamento de hospitais, creches e escolas.Outros seis municípios do norte fluminense também tiveram o abastecimento de água interrompido pelo desastre ambiental: Miracema, Aperibé, Cambuci, São Fidélis, Campos e São João da Barra. A mancha tóxica já se estende por 50 quilômetros e, no total, 557.904 pessoas foram afetadas, segundo dados da Secretaria estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.O governo do Estado providenciou a abertura de oito poços artesianos e mobilizou 150homens da Defesa Civil e da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente(Feema) para orientar a população da região.O governo informou que o vazamento começou na madrugada de sábado, mas só chegou ao conhecimento da governadora Rosinha Matheus no domingo à noite, quando foram acionadas a Defesa Civil e as secretarias do Meio Ambiente e da Agricultura.

Agencia Estado,

02 de abril de 2003 | 19h12

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