Subsolo de Marte pode ter condições para surgimento de vida

Cientista destacou a importância da missão próxima da ESA a Marte para o estudo dessas condições

AP e Efe,

05 de janeiro de 2009 | 15h43

No subsolo de Marte pode haver condições para o surgimento de formas de vida, afirmou o subdiretor do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Oleg Korablev, para a agência Interfax.   Veja também:  Rússia e China lançam missões a Marte em 2009; EUA, em 2011  Nova descoberta sugere que Marte pode ter sido hospitaleiro   "A superfície do planeta vermelho é pouco apta para a vida, mas no subsolo, à pequena profundidade, as condições para que esta exista podem ser completamente aceitáveis", declarou o cientista, que destacou a importância da missão da sonda ExoMars para Marte, que está sendo preparada pela Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês).   Em Marte "há um pouco de ozônio, mas a grossura da atmosfera é tão pequena que a radiação solar ultravioleta chega à superfície do planeta quase com toda sua força e, literalmente, a esteriliza", declarou.   Korablev afirmou que em Marte "é necessário cavar, e não apenas cavar um pouco, como fizeram a sonda americana, mas perfurar o solo", missão que a ExoMars pode cumprir com sucesso.   Afirmou que o aparelho preparado pela ESA - que se cumprir o calendário previsto poderia partir da Terra com destino a Marte em 2013 - tem uma perfuradora que pode alcançar dois metros de profundidade.   O cientista russo acrescentou que as mostras do subsolo marciano serão examinadas com ajuda de microscópios e, depois, serão queimadas para analisar os gases que forem gerados de sua combustão.   "Trata-se de uma análise voltada à busca de produtos biológicos e plantas de vida biológica", declarou Korablev, que expressou sua confiança de que Rússia terá uma participação ativa na experiência da ESA.   Spirit e Opportunity   Ao mesmo tempo em que russos e europeus preparam novas missões a Marte, a Nasa celebra os cinco anos de operação das sondas Spirit e Opportunity.   As expectativas eram muito menores quando a Spirit pousou no planeta vermelho no dia 3 de janeiro de 2004, seguida 21 dias depois pela Opportunity: o objetivo era tentar operar cada uma das sondas por pelo menos três meses.   "É um retorno extraordinário de investimento em tempos de orçamentos desafiadores", disse Ed Weiler, da Diretoria de Missões da Nasa.   Combinadas, as sondas fizeram mais de 20 quilômetros de trilhas em Marte e mandaram 250 mil imagens para a Terra. Seus instrumentos descobriram evidências de que Marte já foi um planeta mais úmido e quente que o de agora.   Uma acumulação de poeira nos painéis de geração solar das sondas deve ser uma das principais causas de suas "mortes" um dia, mas o vento tem ocasionalmente limpado as superfícies.   Spirit, no entanto, tem um acúmulo de poeira em seus painéis e já praticamente não consegue mais produzir energia suficiente durante o inverno de Marte. Em um momento, a sonda não pode receber comandos, e seu status tornou-se "sério mas estável".   A sonda acabou de começar a se mover depois de permanecer imóvel durante o outono e inverno, disse o porta-voz do JPL, Guy Webster. A Nasa começa a fazer planos para que Spirit viaje cerca de 182 metros para alguns lugares de interesse.   Opportunity, que está mais perto do equador e tem os painéis mais limpos, já está se dirigindo para uma cratera, parando no caminho para analisar rochas interessantes.

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