Sul-americanos querem recursos para pesquisas na Antártida

Cientistas se reunem na sede do BNDES no Rio para discutir formas aprimorar atividades científicas na região

Fabiana Cimieri , Agência Estado

12 de maio de 2008 | 18h58

O ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, participou nesta segunda-feira, 12, da abertura oficial da oficina de estudos "Estratégia Sul-Americana para a Pesquisa Antártica", que reuniu pesquisadores de outros seis países do continente para discutir programas de cooperação científica na Antártida.  Cientistas do Brasil, da Argentina, do Chile, do Equador, do Peru, do Uruguai e da Venezuela estão reunidos até terça-feira, 13, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), no Rio, discutindo formas de aumentar os escassos recursos que possuem para as atividades científicas na região Antártica.  Rezende minimizou a situação dizendo que "o maior problema não é a falta de recursos, mas definir como esses sete países podem interagir e contribuir para que tenhamos um melhor conhecimento sobre a Antártida".  Os estudos na região são estratégicos devido ao fenômeno do aquecimento global. O clima na América do Sul, sobretudo no inverno, é regido por massas de ar que se originam no lado sudoeste da Península Antártica, que é uma das regiões do planeta que mais esquentaram nos últimos anos.  De acordo com Rezende, a oficina que começou nesta segunda-feira, 12, é uma conseqüência da visita de Lula à Antártida, em fevereiro último. Com autorização do presidente, o Brasil também acabou de comprar, por R$ 71,5 milhões, um novo navio para o Programa Antártico Brasileiro (Proantar).  O navio, fabricado na Noruega, será entregue ainda esse ano e terá três laboratórios e um hangar para dois helicópteros. Atualmente, o Brasil tem apenas o navio de apoio oceanográfico Ary Rangel, que não conta com estrutura para pesquisa.

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