Suplemento pode diminuir riscos de hidrocefalia

Um suplemento alimentar tomado durante a gravidez pode ajudar a diminuir os riscos de hidrocefalia, segundo pesquisa realizada pelas universidades de Manchester e Lancaster, na Grã-Bretanha. O acúmulo de água no cérebro é normalmente fatal, e aqueles que conseguem sobreviver à doença podem desenvolver problemas cerebrais.Cientistas sempre acreditaram que esses danos fossem causados pelo acúmulo anormal de líquido na caixa craniana, mas o estudo britânico desafia essa teoria.Segundo os pesquisadores de Manchester e Lancaster, o problema poderia ser tratado por meio de mudança na composição das substâncias químicas desse líquido com suplementos alimentares.Outra visãoAinda não existem exames pré-natal que diagnostiquem claramente a hidrocefalia ou tratamentos satisfatórios para o problema. O que os médicos costumam fazer é uma cirurgia para a implementação de um tubo que permite a drenagem do líquido do cérebro para o abdômen.No entanto, esses tubos são permanentes e sujeitos a infecções ou bloqueios, o que significa que o paciente pode ter de passar por diversas cirurgias."Esse procedimento é baseado na visão clínica de que a hidrocefalia não é nada mais do que o excesso de líquido no cérebro. Mas nossos estudos mostram que a condição pode na verdade causar uma mudança na composição desse líquido, e é essa mudança química que impede a divisão normal das células, causando uma lentidão no desenvolvimento do cérebro", afirmou o líder da pesquisa, Jaleel Miyan.Segundo ele, exames indicaram que pode ser possível corrigir esse problema usando suplementos alimentares durante a gravidez. Os pesquisadores não deram detalhes do suplemento porque disseram que ainda estão estudando suas propriedades.Pesquisas financiadasEles esperam que o estudo leve não apenas à redução do risco de hidrocefalia, mas também a novos tratamentos para aqueles que vivem com o problema.Pais de crianças que sofrem com a doença nos Estados Unidos arrecadaram dinheiro para financiar os próximos passos da pesquisa. A quantia arrecadada será voltada para a criação de um laboratório na Universidade Central da Flórida, que será liderado pelos cientistas britânicos.Andrew Russell, diretor-executivo da Associação de Spina Bifida e Hidrocefalia da Grã-Bretanha, disse que um novo tratamento para a doença é significativo, já que o número de bebês que consegue sobreviver mesmo com o acúmulo de água no cérebro está aumentando.De acordo com Russell, as crianças que sobrevivem normalmente têm danos cerebrais, como falta de memória e problemas organizacionais. Sintomas físicos podem incluir dificuldades de locomoção.

Agencia Estado,

05 de dezembro de 2005 | 10h48

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